terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pensamentos Perdidos

E dizem que queriam ter certeza, saber onde pisam, pra não mais errar, pra não mais pecar, pra não mais se machucar... Eu? Eu não quero certeza, eu quero desconhecido, eu quero poder te perguntar coisas sem saber a resposta e me me surpreender com ela. Não importa se pra melhor, se pra pior, apenas quero a incerteza, a novidade, o estranho. Quero que você seja você mesma, faça o que quiser e o que bem entender. Não seja previsível, esperada, imaginada. Foi por isso que me apaixonei por você, pela sua impulsividade, pelas surpresas de estar ao seu lado. Por mais que queiras a rotina, a não mudança, a mesmice, você muda todos os dias. Você evolui, cresce, se transforma, amadurece, fica mais... Você. Exatamente isso, inexperado, surpresa, do nada. Essas surpresas são boas, em todos os sentidos, de todas as maneiras, de todas as formas. Às vezes vc me surpreende pra pior, mas os prós são maiores que os contra e isso que vale. O crédito no final é sempre maior, o bônus, a recompensa, o prêmio, serão sempre maiores. Sabe porque? Porque é VOCÊ.






Lívia Otero - 14.12.10

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A menina

" Não sei bem o que dizer sobre mim. Não me sinto uma mulher como as outras. Por exemplo, odeio falar sobre crianças, empregadas e liquidações. Mas segui todos os mandamentos de uma boa menina: brinquei de boneca, tive medo do escuro e fiquei nervosa com o primeiro beijo. (…) Ninguém desconfia do meu anti socialismo interno. Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher. Não me considero vítima de nada. Sou autoritária, teimosa, impulsiva e um verdadeiro desastre na cozinha. Peça para eu arrumar uma cama e estrague meu dia.Tenho um cérebro masculino, como lhe disse, mas isso não interfere na minha sexualidade, que é bem ortodoxa. Já o coração sempre foi gelatinoso, me deixa com as pernas frouxas diante de qualquer um que me convide para um chopp(...) Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho que sou promíscua. São muitas mulheres numa só, e alguns homens também."


Martha Medeiros

domingo, 14 de novembro de 2010

Perde aos poucos

E você me afasta sem saber
E você me perde sem querer
Não tens noção do quanto dói
Não tens noção do quanto choro


Mentira, eu nem choro
Mentira, choro por dentro
Machuca o coração
Afasta o bom senso


Se tiver que ser, será
Conto os dias, as horas
E passo os dias a pensar


Espero que não demore
Porque o tempo acaba
Antes que você se cure






Lívia Otero - 11.11.10 às 11:11 pm

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Tentadora

Me acarcias o rosto
Me provocas te tocando
Me tentas se mostrando
Mas corres sem um dono


Dos desejos mais mundanos
Me deixas louca
Me tentas, me atentas
Me provocas, sem dó


Ah! Mas que vontade de chupar
De comer, de foder
De querer, querer te ter


Me atormentas no sono
Mas que sono?
O sono que tenho com ti






Lívia Otero - 30.10.10

sábado, 6 de novembro de 2010

Afugentando o Sono

Sono que ataca pela noite
Me fazendo sonhar acordada
Te imaginar nos meus braços
Pedir-te um abraço


Me deito ao teu lado
Me deleito com teus olhos
Teu sorriso meloso
E tua vergonha encantadora


Me apaixono mais a cada minuto
Tento te roubar por um segundo
Ser minha por horas do mundo


Um dia te terei só minha
Pra te amar, me deliciar
Com teu carinho, com teu gozar






Lívia Otero - 30.10.10

sábado, 25 de setembro de 2010

Saudade

Sinto a falta do teu cheiro inebriando meus pensamentos
Dos teus cabelos caindo em meus olhos
Do teu calor por baixo do cobertor
Da minha boca em tua boca


Teus olhos me fascinam, menina
Teu olhar me hipnotiza, me chama
Tua boca fala, sem mexer-se
Tuas pupilas dilatam quando me aproximo


Entendo, agora, o termo "feiticeira"
Que foi dado por um amigo à outrem
E quem não me permitia entender


Não até hoje, ontem
Me cativastes para sempre
Com o cheiro, olhar... E sabor






Lívia Otero - 25/9/10

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sex Feira - Compras

 Estávamos no shopping, tem coisa melhor do que passar o dia fazendo compras? Programa de mulher mesmo, passar a tarde com a amiga conversando potoca, fofocando sobre a vida alheia, muito bom. Acho que o shopping ficara pequeno pra nós duas, pouco tempo e muita loja. Mas ao menos conseguimos comprar umas coisas legais, eu estava atrás de uma lingerie nova, roxa, precisava de algo impactante. Ela queria de tudo um pouco, sapatos, blusas, calças, quase não sabia o que comprar. Quando terminamos ela foi pra minha casa, o carro dela estava quebrado e de qualquer forma o meu honda tinha a mala maior, com certeza não caberiam as compras no carro dela. Quando chegamos fomos logo pro quarto pra abrir todos os pacotes novamente, não tem nada melhor do que coisas novas, quanto mais roupa nova... O cheirinho é uma delícia. Ela havia comprado sapatos, um vestido preto, brincos não faltavam e uma calcinha peculiar, bem pequena, preta, daquelas que entram no bmbum com um triângulozinho em cima do bumbum. Ela me mostrava babando a nova aquisição. A tirinha era bem fina e de rendinha florida. A calcinha em si não era de renda, era de um tecido que lembrava um couro sintético, aqueles tecidos que ficam gelados.
- Vou provar! - Falou ela
- Ok - assenti rindo de tão nervosa que fiquei
Eu deitei na cama e fiquei olhando pro teto, imaginando como ficaria naquele bumbum perfeito que ela tinha. Aquele corpo moreno, com os cabelos compridos escorrendo pelas costas, quase que indicando o caminho daquela linda bundinha. Dava pra te ver perfeitamente na minha frente, de costas pra mim, se virando de ladinho pra ajeitar a calcinha e olhando de canto de olho em minha direção.
- Como ficou?
Você havia saído de supetão do banheiro e estava parada na minha frente só de calcinha e sutien olhando pra mim com um sorriso bobo e as mãos na cintura. Parecia a criatura mais inocente da face da terra.
- Haaan, errr - eu gaguejava e as palavras não saíam da minha boca
- Vai, fala, que tu achou??? - insistia ela se virando de costas me deixando mais abobada
- Ficou, ficou... Ficou boa - eu falei quase que engolindo seco.
De repente ela pára e vira pra mim com uma cara de malvada.
- Que foi? Ficou nervosa, foi? - perguntou ela com uma feição maliciosa - Não sabia que tinha ficado tão boa assim - falou se virando e vindo na minha direção.
- ÉÉÉÉÉ... Ficou sim - eu falei enquanto sentava e ia subindo na cama, ela anadava na minha direção, desfilando na minha frente.
Ela quase que me acoava na cabeceira, veio subindo, engatinhando pela cama com a bunda empinada, me comendo com os olhos, enquanto eu ia deslizando pra trás ainda assustada. Quando cheguei na cabeceria e não tinha mais como escapar ela pôs as mãos na parede, me deixando entre os braços esticados, formando uma trama pra que eu não escapasse. Nos entreolhamos. Ela foi se aproximando do meu rosto. Chegou bem perto. Dava pra sentir a respiração no meu rosto. Ela me olhou da cabeça aos seios e nos olhos novamente. De repente ela se afasta, como num susto.
- O que foi????? - perguntei sem acreditar que ela havia recuado
- Nada... Só que parece que você tem medo de mim - falou sem graça
- Medo?? Medo não! Só estou... Surpresa.
- Surpresa com o que? - indagou sem entender
- Não sei, é que... Não sei explicar, só que você é minha amiga! Só isso.
- E? - perguntou ela quase que revoltada
- Nada é que eu ... - ela me interrompeu e me tascou um beijo daqueles de parar qualquer coisa.
Ela me beijava deliciosamente, seus lábios eram macios, tenros, gostosos. Nossas linguas dançavam como num belo balé e o cheirinho da respiração dela era tão bom, era doce, quente, familiar, por assim dizer. Eu parei, ainda assustada com a atitude dela. Fiquei boquiaberta, olhando pra ela, engolindo seco.
- Você, tem certeza disso? - perguntei, ainda sem entender
- Sim, porque não teria? - falou ela como se fosse a coisa mais certa a fazer.
Ela retornou aos meus lábios, dessa vez dava leves mordiscadas e me olhava com cara de má, na verdade era mais pra menina sapeca que ia aprontar. Ela beijava meu pescoço, mesmo eu ainda estando paralisada, meio que boba com que eu sabia que iria acontecer. Ela lambia minha barriga, passeava pelo meu corpo me dando beijos e chupões e deslisava seus delicados dedos pelo meu corpo, me dava arrepios quando passava pelas costas e pela cintura. Tinha os dedinhos mais delicados que já haviam me tocado e estavam bem geladinhos, dava pra sentir meus braços se arrepiarem quando ela passava as mãos nos meus cabelos. Ela me agarrou pela nuca e puxou forte pra trás e começou a me dar um chupão daqueles no pescoço. Ela sugava com tanta força, parecia que queria deixar uma marca permanente, mais como uma assinatura, ou um aviso "aqui tem dona". Eu estava numa excitação que mal podia expressar, vontade de gritar, morder, berrar. Eu mordia os lábios todas as vezes que ela me dava um chupão, parecia que isso deixava ela com mais tesão e aparentava estar adorando... Ela se levantou em um pulo da cama e eu fiquei estuperfata com a atitude. Não demorou muito e ela me deu um puxão, me girou e me imprenssou na parede segurando meus pulsos lá no alto. Ela me beijava forte, deslizando seu corpo no meu, de cima para baixo. Quando desceu, ainda me segurando pelos pulsos, levantou minha blusa com os dentes e foi subindo lentamente, me encarando no caminho. Ela me soltou, mas apenas para tirar as mangas da camisa, mas quando me prendeu novamente, baixou meus braços e juntou os pulsos, ficando com uma das mãos livres. Começou a brincar nas minhas costas e logo chegou ao meu sutien, que tirou rapidamente, com apenas um toquinho. Eu senti meios seios deslizarem e tive uma ótima sensação de liberdade. Não demorou muito pra que ela os segurasse com sua mão morna, macia, tão suave. Adorava sentí-la me tocando, era gostoso o toque dela. As mãos encaixavam perfeitamente nos meus seios e ela sabia disso, gostava disso, pareciam ser feitos sob medida. Com a mão livre ela começou a tirar minha calça. Desabotoou o botão e saiu descendo o zíper lentamente, a vibração me deixou mais nervosa do que já estava... Eu estava tão quente que a calça desceu fácil pelas minhas pernas, deixando minha cintura livre do jeans pesado para ela acariciar. As mãos dela, o toque, era tão suave, tão macio, me arrepiava até os cabelos da nuca. Neste momento ela liberara minhas mãos e havia imprensado sua perna entre as minhas, me tocando com o joelho.
- Hummmm... – Disse ela
- ...
- Já está assim, é?
- Ah – Entendi do que ela estava falando nesse momento.
Acho que ela não sabia o efeito que me causava só de olhar pra mim. Ela me olhava, admirava na verdade, boquiaberta, com os dentes cerrados, cara de má. Eu ria por dentro, mas adorava quando ela se fazia de malvada. Eu não tinha muita reação, gostava que ela me usasse, fizesse o que queria. Ela enfiou suas pernas entre as minhas mais uma vez e as afastou, olhava para baixo e para meu rosto pra ver minhas reações enquanto me apalpava lá. Ela me empurrou mais na parede e saiu deslizando as mãos pelos meus seios e barriga, apalpando, apertando, sentindo cada centímetro do meu corpo. Começou a dar beijinhos nas minhas pernas, acariciando-as mais embaixo e dava chupões de leve, só para que eu sentisse o sugar. Subiu até a virilha e me segurou pela cintura. Caiu de boca cheia em mim e começou a me chupar. Senti um arrepio percorrer minhas costas assim que ela enfiou aquela linguinha deliciosa toda na minha bucetinha. Eu já estava tendo orgamos só com as carícias, quando ela começou a me chupar foi o apse. Sua lingua estava tão quente que estremeci a ponto de dobrar meus joelhos. Ela parou assustada, me olhou com cara de sapeca e voltou a se deleitar com meu melzinho. Se segurava nas minhas pernas e as alisava tão carinhosamente, suas mãos eram tão macias, delicadas. Eu ficava procurando algo para me segurar, quase não conseguia ficar de pé. Me contorcendo toda, passando as mãos nos cabelos dela, emranhando os fios entre meus dedos. Neste momento ela parou, subiu me encarando, me puxou pra perto dela me segurando pela cintura e olhou para a cama e me encarou de volta. Ela me deu um beijo daqueles e me jogou de supetão na cama. Pulou em cima de mim e foi diretamente ao meu pescoço dar aquele chupão. Eu já nem sabia se gemia, gritava ou ficava calada. Deitada sobre mim ela deslizou a mão pela minha cintura e começou a me tocar. Entrou tão facinho, dado o quão molhada eu já estava. Era tão gostoso sentir ela dentro de mim, me tomando como sua depois te tanto tempo. Ela ainda estava semi vestida, mas tirou rapidamente o sutien e encostou os seios dela nos meus. Como era gostoso sentir o corpo dela por sobre o meu. Estava em braza, quente como só ela poderia estar. Ao mesmo tempo que ela me tocava com seus dois dedinhos saborosos ela me apalpava com a palma da mão, massageando e me beijando de forma tão gostosa. Eu estava êxtase, mas conseguida não prender a respiração. Eu me contorcia, me levantava com as pernas, elevando a barriga, não conseguia ficar quieta, ela me deixava louca.
- Acho que você vai precisar trocar o lençol – falou ela do nada
- Han? – perguntei, ainda desnorteada, tentando entender o que ela tinha dito
- Você, ensopada, escorrendo, molhando o lençol... – repetiu ela, lambendo os lábios.
Ela então saiu descendo, deslizando pela minha barriga, dando beijinhos por onde passava. Como eram gostosos os beijos dela, davam um estalo molhado que me davam água na boca. Ela parou a pouco centímetros, olhou pra mim, enfiou o dedinho delicadamente e tirou. Olhou pra mim com cara de malvada e levou o dedo até minha boca, me fazendo me provar. Ela começou a brincar em minha boca com o dedinnho dela, enquanto me chupava, se deleitando com o resultado das carícias. Ela me lambia tão deliciosamente, mal podia abrir o olhos. Comecei a gritar e quase mordi seu dedo. Ela não parou de me chupar, mas percebeu e olhou pra mim, pondo o dedo em minha boca fazendo um gesto de silêncio. Eu estava prestes a gozar mais uma vez e ela pressentindo isso ficou louca. Meu Deus, como era gostosa a lingua dela, ela ficou agitada, se levantou, ficou de quatro e me chupava freneticamente, dava leves mordicadas e eu tinha que me conter pra n gritar, mas era tão bom, tão gostoso. Parecia que estava flutuando, não estava mais na cama. Comecei a me tremer e ela então enfiou os dedinhos dela em mim novamente e começou a me tocar bem rápido. Eu não conseguia me controlar, gritava “vai, vai, isso, isso” e ela ria, mordendo os lábios. Quando ela se aproximou da minha barriga e me deu beijos eu não consegui mais segurar. Ela sentiu que eu me calando, mas comecei a me tremer, tendo umas reações involuntárias. Ela tirou os dedinhos novamente e os levou a boca. Deitou do meu lado, se apoiando com o cotovelo e envolvendo os dedos na lingua, ao mesmo tempo que me encarava. Eu virei pra ela, ainda ofegante, exausta, mal conseguia manter os olhos abertos. Ela me puxou pra perto dela, como estava quente, foi quase um choque quando meu corpo tocou o dela. Percebi que ela me admirava, acariciava meus seios com o peito da mão e me olhava com cara de boba. Eu mal conseguia falar.
- Tire um cochilo linda – disse uma voz suave
Eu apenas acenei com a cabeça, estava tão mole depois dessa sessão deliciosa de prazer que ela havia me propocionado. Ela então se deitou ao meu lado e ficou acariciando minha barriga, meu rosto e meus cabelos, até que apaguei.

domingo, 29 de agosto de 2010

A Menina Triste

Esta é a história de uma menina
Que chorou um rio e inundou o mundo
E que parecia tão triste nas fotografias
Mas absolutamente adorável quando sorria

Ela achava que tinha um coração de pedra
Por mais que tentasse ela não conseguia
Entender o que nela repousava
Lhe faltava um poudo de alegria

Não gostava do que no espelho via
Se sentia só, mesmo quando acompanhada
Triste, sentia-se chateada
Sua solidão transparecia

E a alegria?
Esta ficava guardada com o coração
Onde lá também se mantinha
Aquela, que um dia, chamou de alma



Lívia Otero 16/5/07

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sex Feira - A Primeira

Eu estava sozinha em casa, cozinhando meu jantar de forma lenta, estava tudo tão quieto que tinha medo de escutar meu coração bater. Fui para o quarto deitei na cama, passando horas pensando em você, imaginando o que estaria fazendo naquela mesma hora... Sem saber que estava também pensando em mim, virei para o lado e pude lhe imaginar... Tão linda, tão delicada, o único som que me agradava naquele instante era o teu respirar que cada vez que ia se aproximando meu coração estremessia, me mostrando a cada pulsar o que aconteceria nos proximos minutos... Seus olhos me fitavam, seu cabelo caia no rosto, deixando seu sorriso cada segundo mais belo, me chamando, me provocando. Você baixava a cabeça envergonhada e me olhava de canto de olho, conseguia me dizer o que queria sem precisar de palavras. Me aproximei e senti seu hálito doce tomar conta dos meus pensamentos, cheguei até a escutar as batidas do seu coração acelerado e excitante... Olhei fixamente em teus olhos que brilhavam tanto para que não fosse necessário palavras... Você em segundos pôde compreender a mensagem  que meu olhar lhe passou, me abraçou forte, desabotoando meu vestido, ouvindo eu falar aos pés do teu ouvido: que sou apenas sua por toda aquela noite... Eu escutava ansiosa os "tacs" dos botões se abrindo, cada vez que o vestido ficava mais frouxo e deslizava pelo meu corpo me deixava mais delirante. Você deslizava seus delicados dedos pela minha barriga, acariciava deliciosamente. Agarrou meu pescoço e tocava meus lábios com os dedos, de vez em quando pondo-os em minha boca, passeando com eles, brincando com meu desejo... Tentando de todas as formas com que seu coração acelerasse para que eu pudesse o sentir, puxei-a para cima de mim.. começastes a me beijar segurava meu cabelo carinhosamenete, dava leves puxões que só aumentavam meu prazer. Juntou teus lábios tão colados aos meus que fiquei sem ar, deslizava tuas mãos dentre minhas pernas e me olhava com um olhar perigoso, olhar penetrante, que me fazia enlouquecer só de vê-lo... Você mordia os lábios enquanto eu passeava lentamente pelo teu corpo, essas costas deliciosas, essa cinturinha gostosa, e os seios, que belos e excitante seios, os biquinhos já duros. Quando você se deitava para me beijar eu podia senti-los em mim, tocá-los e porque não, prová-los? Eram macios, tenros, firmes, com os biquinhos duros, delícia de chupar... E a cada passeada sobre meus seios eu suspirava de prazer, tinha vontade de lhe apertar, você arranhava minhas pernas forte, segurava firme minhas mãos e as levava sobre todas as partes de teu corpo, que corpo maravilhoso... Me deixava na vontade de querer lhe chupar por inteiro, de te levar a loucura,de fazer você minha, só minha... Levantei meu joelhos, pressionando entre tuas pernas, no momento em que toquei já te senti ensopada, me deu água na boca só de imaginar como você estava por completa. Não pensei duas vezes e sai te beijando toda, primeiro na boca, descendo pelo pescoço, dando pequenas mordidas, depois nos seios, a barriguinha, no umbigo, delicioso por sinal, e fui deslizando, beijinhos e chupões na virilha, seguindo o “caminho da felicida” até chegar ao paraíso. Você estava ensopada, sentia teu mel escorrer para minha boca, não conseguia pensar em mais nada... A cada deslizamento de lingua eu gemia baixo e você mandava eu gritar. Estávamos só, ninguem podia nos impedir. Me levastes a loucura, ninguém tinha conseguido me deixar tão excitada quanto você. Subiu de vez e parou entre meus seios, olhou para mim e perguntou com uma voz maliciosa: “Gostou?”. Sem forças até pra falar balançei a cabeça dizendo " SIM". Você então desceu novamente, fez tão gostoso que não parava de sair aquele liquido delicioso de dentro de mim, você passava em suas mãos, trazia a minha e a sua boca, isso me enlouquecia... Você estava extasiada, me acariciava os cabelos, o tempo todo falava: vai vai, isso. Eu estava com tanto tesão só de imaginar o quanto você estava tendo prazer. Você era deliciosa, me deixa salivando quando te beijava, te chupava, lambia. Eu me deleitava com seu doce mel. Me deixava louca quando se contorcia puxando os próprios cabelos, quase que urrando a cada chupava que te dava... Fui subindo em direção à tua boca, já marcada das mordidas que você mesma havia dado e mais algumas minhas. Eram tão macios teus lábios, deliciosos de beijar, lamber, um beijo tão gostoso que mal conseguia parar. Fui deslizando a mão pela tua cintura, sentir teu corpo todo se arrepiar com meu toque. Acariciei teu bumbum, até que cheguei onde queria. Meus dedinhos entraram fáceis, você estava tão quente que parecia derreter. Dava pra ver como estava bom, você havia parado, prendia a respiração enquanto eu te tocava e olhava pra mim boquiaberta sem nada falar. Me fixei no teu pescoço, dando chupões e mordendo. Você apertava os olhos e parecia sem ar. Eu enfiava meus dedos de forma frenética, sentia escorrer teu mel pelos meus dedos, estava tão quente que parecia me queimar. Enquanto te tocava eu me deparava com teu lindo rosto, branquinha, sardenta, os cabelos espalhados pelo travesseiro. Eu estava boquiaberta, babando por você. Comecei a sentir tuas pernas tremerem e você foi ficando quieta, dando gemidinhos baixos. Te vi abrir os olhos e vir em minha direção, se levantando vagarosamente da cama. Sussuraste em meu ouvido algo que não consegui entender, fechei os olhos e pedi que repetisse. “veio de manhã molhar, os pés na primeira onda”. Em um susto abri meu olhos, quando dei por mim e percebi, vi que era meu celular que estava tocando, você estava me ligando, me acordando daquele delicioso sonho que tive.
- Alô? – falei com uma voz sonolenta, ainda assustada
- Bom dia minha flor, dormiu bem? – perguntou ela
- Mais ou menos, sonhei contigo... Você estava do meu lado na cama (...)



Lívia Otero & Ana Carolinna - 15/3/10~8/10

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Censo 2010 - Faça a SUA parte

Bom gente, então, hoje o assunto é meio diferente de contos ou poesias. Cês tão sabendo da novidade? Acabaram de me contar e achei de suma importância sair divulgando, concordam? Então. Esse ano o IBGE vai fazer uma pesquisa mais aprofundada, considerando que agora ele acha que "somos importantes" para definir o caminho que o país ta tomando, então, caso alguém do IBGE chegue em sua casa comuniquem sobre sua real condição, é importante eles fazerem um quantitativo sobre os LGBT, importante para eles, para nós e para todo o resto do país. Não serão divulgados nomes, endereços, nenhum dado, então, fiquem tranquilos/tranquilas, ok? É de pouquinho em pouquinho que a gente consegue mudar o país, faça a SUA parte para que isso aconteça. Se você conhece alguém que seja LGBT, divulgue, informação nunca é demais e nunca fez mais à ninguém, pelo contrário, informação e esclarecimento, acima de tudo, SEMPRE fez bem. Seja consciente, divulgue, ajude esse país a mudar.

Beijos pra voces ;)

Lívia Otero

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Solitude

A solidão me consome
Suga de mim o cansaço
Tira meu sono
E afugenta meus sonhos

O que pensar
O que fazer
O que falar
Sem nem ao menos deitar

Começo a brincar com as palavras
É diversão da noite
Para insônia espantar

De fato não estou só
Nas noites frias
Ela me faz companhia



Lívia Otero - 28/5/7

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Luna

Grandiosa, bela
Alvinha, encantadora
Me encanta, me chama
Me fita, reluzindo em meus olhos

Quem dera poder te tocar
Quem dera poder chegar
Todas as noites espero por ti
 Ansiosa para te namorar

Fico besta ao saber que também me admiras
Fico boba ao flertar contigo
Sem precisar esconder ou disfarçar

Ao som do violão me deixas
Sai de fininho, pra ninguém notar
Nem de mim se despedes



Lívia Otero - 26/6/10

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

#Raça

A #raça é forte
A #raça é intensa
A #raça é inteligente
Não deve a NINGUÉM

A gente se entende
A gente se assusta
Se conhece
Às vezes não se arrepende

Parece irmã?
Nem
Um clone talvez?

#raça hoje, amanhã e depois.
#raça sempre
E como diria você: é nui
 
 
(à uma amiga)
 
Lívia Otero - 4/8/10

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Novidade

Opa galerinha do mal :)

Tudo certinho com voces? Então, eu meio q abandonei isso aqui esses 15 dias, vida muito corrida, sabe como é =S Uma quinzena de férias, por assim dizer, mas voltei hoje pra dar uma notícia bem legal pra voces. Como os contos têm feito um tremendo sucesso e, no íntimo das minhas amizades, passei a aceitar "encomendas" de contos. Como? As pessoas me dizem os personagens, aspectos físicos, roupas, personalidade, signo, cores preferidas, enfim, descrevem pra mim, dizem as situações (viagem, primeiro encontro, algo casual, romântico, surpresa) e eu desenrolo, legal, né? =D
Pois pronto. A partir de hoje, estarei recebendo encomendas de contos. Mandem pro meu e-mail (liviaotero@hotmail.com) as info necessárias para que eu os produza =) Nem precisa se identificar, basta pedir, não vou usar nomes (se quiserem terão que pedir isso), muito menos dizer algo sobre quem pediu. Sigilo total. Fora isso, ainda tenho muitos contos pra postar e poesias sempre enxerão isso aqui o/ Beleuza?

Beijo grande pra voces ;)



Lívia Otero

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sex Feira - Destinos

Após alguns dias do nosso encontro flagrei-me pensando nela, e em como me surpreendera com a iniciativa que tomou, fazendo comigo, o que eu sempre tive vontade, mas nunca a coragem de fazer com ela. Tivemos dois dias maravilhosos de luxúria e amor, parecia que nosso fogo nunca iria se extinguir. Mas como tudo que é bom e às vezes também errado, tem hora pra acabar. O domingo chegou e ela teve de voltar para casa. “Que droga!”, pensei.
“Com tanta ação não parei pra pensar em que estava me metendo, agora que o namorado dela voltou de viagem, as nossas brincadeirinhas vão ter que acabar. Rá! Não, não vou desistir dela tão fácil, não senhor, pode ter certeza. Mas, também não posso fazer isso com eles, sei que se amam de verdade, não seria correto. Além do mais, ele é um cara tão bom para ela. Certo, não posso ser tão irredutível né? Se ele quiser, eu aceito dividir, no máximo! Ai meu deus, depois que provei dessa garota não penso em outra coisa.”
Fiquei mordendo a ponta dos dedos, maquinando um jeito de ficar a sós com ela, e, finalmente, tê-la em meus lábios. Então me lembrei da oportunidade perfeita: uma festa na casa de amigos em comum que rolaria esta noite. Eu, lógico, toda feliz e saltitante liguei para ela para marcarmos. Ele atendeu, fiquei com um frio na barriga, acho que era medo de que soubesse de algo. Nos cumprimentamos e ele passou o telefone para ela. Combinamos de nos encontrar na festa mesmo. Fui tomar um banho e escolher a roupa mais sexy que tenho: uma blusinha decotada, bem coladinha, do tipo que não dá pra usar sutiã.
Uma calcinha tipo tanguinha, preta e de rendinha tão fininha que podia-se ver um pouco dos meus cabelinhos. Por cima escolhi uma sainha xadrez curta, que chegava na metade das minhas coxas. E uma sandalhinha tipo romana, daquelas que se amarra trançando na paturrilha. Modéstia a parte fiquei irresistível, se ela ainda sentisse por mim uma fração do tesão daquele final de semana, não resistiria e faria tudo o que eu quisesse.
Chegando à festa, tive que dispensar uns rapazes inconvenientes que insistiam em querer papear comigo. Coitados, nunca imaginariam que jamais teriam a menor chance, pois ao contrário dela, nunca tive esse gosto duvidoso para rapazes. Tomei uns drinques enquanto esperava, para ser sincera, mais que alguns e comecei a ficar alta. Eles chegaram atrasados algumas horas, mas como eu estava lá apenas por ela nem liguei. Quando a vi tive a certeza de que o atraso dela estava mais que justificado, ela estava estonteante.
Usava um vestido preto, tomara-que-caia, que também chegava até a metade das coxas, usava uma meia-arrastão preta, presa por uma cinta-liga. Toda vez que ela andava deixava aparecer a cinta, o que começou a me deixar um pouco mais nervosa do que normalmente ficaria. “Culpa dos drinques”, lembrei. Calçava umas botas pretas que deixavam o seu look ainda mais selvagem, estava maquiada nos olhos de forma a parecer uma egípcia, com o cabelo preso como um coque. Fiquei de boca aberta.
“Droga! ELE também veio! Saco! Mas não faz mal, uma hora teremos de ir ao banheiro e então farei o que tem de ser feito.” Apesar de nunca ter me sentido atraída por rapazes, tenho de dar o braço a torcer por ele, parece um mafioso italiano, com toda a elegância e esse ar de cafajeste. Para quem gosta do riscado, ele era uma ótima aquisição. Nos cumprimentamos e tomamos mais alguns drinques, o suficiente para realmente começar a ficar alterada de verdade. Comecei a ficar irritada com o jeito dele tocá-la, senti inveja. Eles se beijarem na minha frente destroçava o meu coração.
Subitamente, a minha boca funcionou mais rápido que a cabeça e disparei feito rajada de metralhadora:
- Seu merda! Quem você pensa que é pra roubar a minha melhor amiga?
- Hã? - Ele estava sem ação.
- Isso mesmo que você ouviu, seu macho depravado! - Esbravejei.
- Nossa amiga! Pra que tudo isso? - Correu ela em sua defesa.
Desatei a chorar e corri para o banheiro, enquanto eles, assim como toda a festa, ficavam boquiabertos com a minha repentina explosão de fúria. Chegando lá me olhei no espelho e fiquei gritando:
- Idiota! Idiota! Por quê fui achar que tudo seria às mil maravilhas? Aquilo não passou de uma aventura boba de duas garotas cheias de hormônios.
Estava me desmanchando em lágrimas quando alguém bateu na porta.
- O que é!?!? - Gritei.
- Sou eu, posso entrar?
- Ah...
- Posso entrar?
- Pode.
Ela entrou me encarou nos olhos e me deu um tapa no rosto. Fiquei chocada com a repentina violência dela.
- Nunca mais na sua vida trate ele desse jeito está me ouvindo!?
Como não respondi ela me segurou pelos braços e me sacudiu com força.
- Você ouviu o que eu disse!?
Estava tão desnorteada pelo que ela fez que não consegui responder. Só conseguia chorar, então ela me abraçou.
- Você acha que meu coração é tão pequeno assim que não posso amar duas pessoas ao mesmo tempo? Mas nem por um momento pense que vou deixá-lo por você, ou por quem quer que seja. Eu o amo. Somos melhores amigas desde sempre e desde aquele nosso final de semana, somos amantes, não somos?
Senti uma euforia enorme quando a ouvi dizer isso, as lágrimas secaram na hora. Ela se afastou de mim e continuou:
- Da minha parte, tudo o que posso fazer é amar os dois com todas as forças que tenho, mas por favor, nunca me peçam pra escolher entre vocês, pois meu coração não agüentaria. Já conversei com ele a respeito disso e admito que em um primeiro momento, a reação dele não foi muito melhor que a sua, mas quando eu expliquei o porquê ele entendeu e disse que amar alguém era aceitar ela por completo, assim como tudo o que viesse com ela. Você me aceita do jeito que eu sou?
- Sim! Sim! Eu aceito, eu te amo tanto, que por um momento achei que ia te perder e nunca mais poderia te tocar de novo. Você me perdoa pelo jeito que eu agi?
- Claro, eu conheço você a minha vida toda e sei como você é. Além do mais seria hipocrisia minha vocês me aceitarem como eu sou e eu não devolver a generosidade. Mas melhor que palavras são ações, não acha minha linda?
Não tive tempo nem de responder, quando ela saltou em cima de mim e começou a me beijar como se não me visse à anos. Me colocou sentada em cima da pia e continuou a me beijar enquanto enfiava as mão por baixo da minha saia e tirava a minha calcinha. Sem rodeios ela passou a me lamber, depois a me chupar, não de um jeito agressivo, mas com um carinho que parecia que estava se desculpando por alguma coisa.
- Dessa vez sou eu que pergunto: confia em mim?
- Sim.
- Feche os olhos.
Quando fechei ela continuou a me chupar, eu estava entregue às vontades dela, não era mais dona de mim, acho que com certeza o que bebi na festa influenciou o que aconteceu a seguir. Escutei a porta do banheiro abrir e o namorado dela entrar.
- Já conversou com ela baby?
Fiquei envergonhada pela situação em que me encontrava. Não só por que era ele, mas pelo que aconteceu a seguir.
- Sim e já deixei ela pronta pra você.
Quando tentei descer da pia eles me seguraram. Enquanto ela levantava a minha blusa e mordiscava os meus seios, ele ficava de joelhos e colocou a língua inteira de uma vez só dentro de mim.
- Não! Assim não! Eu tenho vergonha!
- Garota, você não parecia envergonhada enquanto era a MINHA mulher que estava fazendo em você, ou quando você fez a mesma coisa com ela por um final de semana inteiro pelas minhas costas. Então fica caladinha e aproveita a novidade tá?
- ...tá.
Dito isso ele abriu as minhas pernas com força e desapareceu entre as minhas coxas. Ela riu do comentário dele e certamente também da minha resposta resignada. Depois continuou a mordiscar e chupar os meus biquinhos eriçados enquanto eu recebia um verdadeiro banho de língua. Ela me beijava e me acariciava de uma forma que eu achava que sabia que só as garotas sabiam fazer. Fiquei surpresa quando ele disse:
- Amor, vamos trocar de lugar um pouquinho?
Fiquei em pânico quando ela trocou de lugar com ele, tentei resistir, confesso que tinha nojo da idéia de beijá-lo, quando ele veio a primeira vez virei o rosto, ele, visivelmente irritado segurou o meu seio esquerdo com uma mão e o meu rosto com a outra e disse:
- Quieta garota! Dessa vez EU estou no comando. - E me beijou de leve na boca para em seguida descer para o meu pescoço e chupá-lo enquanto massageava gentilmente o meu seio. Confesso que quando senti o seu cheiro fiquei sem forças, ele me dominava completamente e eu, surpreendentemente permitia isso e gostava até. Me surpreendi também por ele agir totalmente diferente do que esperava, esperava brutalidade, grosseria, mas ele foi de uma doçura incomensurável comigo, me beijava na boca e no pescoço, às vezes alternando os seios e a minha barriguinha. Ele sempre me perguntando se estava gostoso, como eu queria que ele fizesse, sua língua sempre acompanhada do carinho sensível daquelas duas mãos enormes.
Quando senti sua barba roçar no meu pescoço, junto com uma chupada um pouco mais forte dela, tive meu primeiro orgasmo, eles perceberam, pois pararam o que estavam fazendo na hora e ficaram olhando pra mim, ofegante, sentada na pia e com as pernas abertas, com os seios nus, esperando pacientemente que eles resolvessem o que fariam comigo.
Ele puxou ela pelo braço e a jogou em cima de mim, enquanto levantava o vestido dela atrás e rasgava a sua calcinha, ele abriu a calça e eu vislumbrei o quanto ele estava excitado, tremi, pois achava que seria a próxima e nunca havia sido possuída por um homem antes, ele a penetrou de uma vez só, até o fundo e eu senti a força dos movimentos dele em mim.
O medo de ele me comer me fez ficar sóbria, quando ela voltou a me chupar não conseguia curtir, pois estava tensa, esperando a minha vez de ser penetrada por aquela coisa enorme, pois pra mim, que nunca havia sentido um pênis, todos eram enormes ou monstruosos. Estava tão tensa que ele simplesmente e surpreendentemente me disse com um sorriso de canto de boca:
- Gata, eu sei que você nunca deu pra um cara, não se preocupe que não forçarei você a nada que você não quiser fazer, quando e se você quiser e se sentir pronta, eu faço com você o mesmo que estou fazendo com a sua amiguinha. Mas hoje eu quero apenas que você veja como é e como a sua amiguinha está curtindo.
Enquanto isso ele passou a comê-la com mais força e percebi que ela empurrava o bumbum pra trás com movimentos cada vez mais firmes e ritmados, ela estava de olhos fechados quando começou a me chupar novamente e me tocar com os seus dedinhos delicados. Notei que ela estava prestes a gozar, quando ele fechou os olhos e começou a me acariciar novamente. Fiquei tranqüila e me dei conta que nós três estávamos prestes a gozar, não sei se foi a visão de todas aquelas mãos me tocando, se foi ela me chupando ou de eu estar vendo ela gostar tanto de ser comida que me fez gozar primeiro e me deixar embriagada novamente.
Só percebi que eles gozaram depois e logo em seguida ficaram se beijando. Estava começando a sentir inveja deles, quando ambos vieram até mim e me beijaram de um jeito que me deixou corada. Não achava que podia gostar tanto deles principalmente dele, por ser homem. Eles me ajudaram a me vestir se arrumaram e saímos do banheiro juntos, com os olhares dos convidados e da imensa fila do banheiro sobre nós.
- Tudo bem pessoal, ela só bebeu demais, mas já está bem melhor e nós vamos levá-la para casa.
Não sei se acreditaram, pois nós e o banheiro exalávamos o cheiro de sexo, mas não liguei, nunca havia me sentido tão segura e poderosa por ter duas pessoas só para mim e ter junto de mim a garota que me cuidava com tanto carinho e um cara que me levava pra casa com tanta dedicação e cuidado. Me senti realizada. Entramos no carro deles e estávamos andando quando disse:
- Podem me deixar em casa mesmo, já estou me sentindo melhor.
- Nem pensar amiga, a noite está só começando. Ou você acha que aquela nossa brincadeira foi suficiente? Você somente provou da entrada, o prato principal ainda vai ser servido hoje à noite.
Fiquei radiante e ao mesmo tempo corei de novo quando percebi que ele me olhava pelo retrovisor com aquele ar elegante e cafajeste que lhe era familiar. Seguimos direto para o apartamento deles onde tive uma das minhas melhores noites de prazer e entrei uma nova fase da minha vida.



Rodrigo Norat - 31/5/10

domingo, 11 de julho de 2010

Te Queria

Teu beijo
Teu cheiro
Teu sabor
Ah, que amor

O amor, aquele que é teu
O sabor, aquele que é meu
Inteira, pela metade
Te quero por completo

Que delícia me deleitar
Saborear
Chego a me lambuzar

Estico os braços
Mas você não está lá
Basta... Sonhar?


Lívia Otero - 11/7/10

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A Voz

Escute bem, com atenção
Isto sabe o que diz
SEMPRE
Sem excessão

A questão é saber
Ou melhor, aceitar, acreditar
É sincero, honesto
Nada menos do que amor

É difícil, dolorido
Confesso não gostar
Mal não fará

Mas bem? A quem?
Ao dono
Todos eles



Lívia Otero - 8/7/10

domingo, 4 de julho de 2010

Teu cheiro

Gosto demais pra te ter
Gosto demais pra te perder
Gosto tanto, mas tanto
Que não chegar a doer não

Teu cheirinho me deixa louca
Mas calma, que cheiro?
O cheiro que imagino
O cheiro... Que não sinto

Te amo?
Você sabe, eu sei
Você se esconde, eu sei

Um dia te terei
E tu também me terás
Para sempre te amar



Lívia Otero - 4/7/10

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sempre te desejarei

Sou tão inconstate quanto você
Queria ser igualmente sincera
Me protejo pra isso
Te protejo, mais do que isso

Talvez você nem queira saber
Posso estar enganada
Mais ainda
Desenganada

Prefiro te ter como queres
Do que te querer e te perder
Mesmo que seja ruim pra mim

Sempre será bom pra ti
Sempre me terás
De um jeito ou de outro


Lívia Otero - 30/6/10

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Um dia... Te conto

Hoje, exatamente hoje
Eu te queria comigo
Mas tu se esvais pelos meus dedos
Mais ainda pelo meu coração

Só queria saber se é verdade
Se é recíproco, se é... Saudade
Saudade de não sei o que
Mas sinto falta do que não sei

É bem normal eu gostar de você
É bem natural você não me entender
Mais ainda eu te querer

Um doce, um amor
Pena não poder dizer
Prefiro te ter sem que saibas



Lívia Otero - 28/6/10

domingo, 27 de junho de 2010

Muito pra Pouco

Te amo mais do que você merece
Te amo mais do que eu mereço
Mais do que eu deveria
Menos do que você mesma

Me pego pensando em você
Te imaginando como nunca te tive
Será que algum dia serás minha?
Não importa como, nem quando

Passa pela minha mente muito mais palavras
Não consigo organizar
Os pensamentos já mudaram

Muita coisa pra pouco coração
Muito pra se dizer pra pouca coragem
Muito pra se amar pra pouco ser



Lívia Otero - 27/6/10

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Olá!

Olá pessoas :)
Primeiramente gostaria de agradecer a visita de todos e todas que sempre passam por aqui, fico muito feliz e lisonjeada que a maioria virou leito fiel e as visitas não vem apenas de pessoas que me visitam no orkut. Ainda sinto falta de comentários sobre as minhas e as obras de convidados que posto aqui. Podem ser anônimas, não me importo, mas gostaria de saber se meu público tem apreciado as criações.

Recebi uns pedidos para que a "coluna" da "Sex Feira" seja postada com mais frequência. Eu também gostaria, mas é bem complexo fazer 1 conto por semana ou 1 a cada 15 dias :P Inspiração pra esse tipo de coisa é bem complicado, mas prometo trazer algumas novidades pra cá, estou com uns planos e espero que gostem ;)

Só pra reforçar, comentem, mandem sugestões, voces que visitam isso aqui, não faço o blog só pra mim, faço o blog pra voces e gostaria de saber se estão gostando ^^

Obrigada mais uma vez à todos e todas e voltem sempre.


Lívia Otero

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sex Feria - Surpresas

Havíamos marcado à muito tempo essa noite entre garotas, esperava ansiosamente por esse encontro, pois à várias semanas vinha trabalhando sem parar e senti que estava me distanciando dos amigos, principalmente dela, com quem sempre tive uma relação muito próxima, melhores amigas por assim dizer, com a adequada pitada de intimidade. Dividimos a cama sempre que dormimos na casa uma da outra, até tomávamos banho juntas, sempre sem malícia, claro, afinal somos apenas amigas que lavam os cabelos e esfregam as costas da uma da outra.
Nessa noite em especial fui intimada com a justificativa de que grandes amigas não podem se distanciar, assim fui para a casa dela. Chegando lá surpreendi-me ao vê-la abrir a porta usando nada mais que uma camiseta e uma calcinha, um look completamente de moleca, a calcinha tinha até um ursinho na frente. Nunca havia sentido atração por mulheres mas essa visão me deixou extasiada, excitada até. Nos abraçamos apertado o suficiente para perceber que ela não usava sutiã por baixo da blusinha colada, mas tudo bem, somos grandes amigas e eu mesma esqueci de colocar o sutiã na correria para sair de casa.
Mas esse roçar de seios me deixou ainda mais excitada, minhas mãos ficaram geladas e senti um frio na barriga, podia jurar que havia sentido que os nossos mamilos haviam se roçado, fiquei com receio por ter gostado disso, “O que está acontecendo comigo? Nunca reparei nisso antes.”, tentei afastar esses pensamentos da cabeça enquanto nos sentamos no sofá e colocávamos a conversa em dia. Alguns minutos depois ela desculpou-se e disse que iria tomar um banho, pois ainda não tomara banho desde que chegara em casa e convidou-me para ir com ela.
Mesmo tentando afastar essas idéias estranhas da cabeça aceitei de imediato, sem me dar conta de que já estava pensando em um jeito de tocar no seu corpo, que por sinal nunca havia reparado como era delicioso, “Delicioso?” pensei, “meu deus, o que há de errado comigo hoje?”, mas logo voltei a perder-me em pensamentos quanto as curvas daquele corpinho, que apesar dos seus 25 anos mais parecia o de uma adolescente. Lembrei dos cabelos que escorriam até as barroquinhas das suas costas, logo acima daquele bumbum que apesar de não ser grande era suficientemente empinadinho para chamar atenção por onde passava.
Aqueles olhos negros e inquisidores que sempre parecem saber dos meus segredos mais íntimos e sempre percebem quando existe algo de errado, olhos esses que também sabem demonstrar um amor e um carinho que me surpreendem por não achar que exista alguém no mundo capaz de demonstrar mais ternura com um olhar. Seu nariz bem desenhado, que não ficaria bonito em nenhum rosto que não aquele, os lábios carnudos que arrancam comentários dos mais inesperados. Seu pescoço que sempre tem um cheirinho tão bom e familiar e que consegue me acalmar quando estou mais descontrolada.
Seus seios modestos, porém tão belos e firmes parecendo que foram finamente trabalhados por um artesão, sempre realçados por generosos decotes que os destacavam ainda mais, os mamilos exatamente do tamanho certo cabendo completamente na boca de quem tiver a sorte de prová-los e que ao menor sinal de frio ou excitação marcam suas roupas e tornam o conjunto ainda mais atraente. Sua barriga e cintura perfeitamente definidos e naturais dão a impressão de terem sido modelados por mãos habilidosas.
Suas coxas também não são generosas, porém volumosas o suficiente para atrair os olhares e elogios dos mais indiscretos e para completar, essa verdadeira diva tem pezinhos delicados como toda garota deve ter, sempre impecavelmente cuidados. Estava perdida em devaneios quando ouvi ela me chamando do banheiro:
- Então linda, você vem ou não vem? Já estou ficando com frio aqui.
Respondi prontamente:
- Já estou indo, desculpa é que est... Não consegui nem terminar a frase, enlouqueci com a visão do seu corpo nu.
Quase perdi a força nas pernas, nunca irei me esquecer do jeito que seu corpo estava desnudo, para minha felicidade e admiração claro. Estava ardendo por dentro, minhas pernas tremendo e a respiração ofegante. Pensei: “Ela é minha melhor amiga, não posso fazer nada com ela, sem falar que nunca estive com uma garota, acho que é só uma coisa momentânea.” Estava novamente perdida em devaneios quando ela me chamou de novo para o chuveiro:
- Baby, vem logo, quero que você esfregue as minhas costas do jeito que só você sabe fazer.
Era só o que eu precisava ouvir para que as minhas apreensões logo serem postas de lado e eu começar a me despir, fiquei envergonhada ao tirar a calcinha e o sutiã e perceber o quanto ela havia mexido comigo nesses poucos minutos desde a minha chegada. Não me recordava de me sentir tão atraída e tão excitada por alguém em toda a minha vida. Terminei de tirar a roupa e entrei no Box e fiquei ao seu lado. De repente ela tocou na minha barriga e me abraçou, fazendo novamente com que nossos seios se encontrassem ao mesmo tempo em que ela me deu um beijo no pescoço, que de tão gostoso e úmido quase me levou a um orgasmo, tão súbito quanto o seu toque foi o elogio que se seguiu:
- Nossa amiga, como você está linda, tenho uma inveja danada do seu bumbum e desses seus peitões maravilhosos. Huummm, você por acaso está com frio? Seus faróis estão dando luz alta viu?
Fiquei corada na hora e ela percebeu, deu uma risada gostosa, como sempre faz quando estamos juntas.
– Só um pouquinho - menti - Ando muito sensível ultimamente.
– É mesmo? - Ela rebateu - Vamos ver se é verdade - Disse no mesmo momento em que me empurrava contra a parede do chuveiro e me dava um chupão no pescoço. Tentei me controlar mas não consegui segurar um gemidinho de prazer e satisfação. Ela parou na hora, me olhou nos olhos, colocou o dedinho no lábio inferior como só as molecas de verdade fazem e disse:
- Ué e não é que não é verdade? Hihihi
Não sei se foi esse jeito de menina levada, ou se foram os meus pensamentos desde a minha chegada, mas não consegui resistir ao impulso de beijá-la, provar daqueles lábios e língua. Beijei-a com todo o poder da luxúria que vinha sentindo desde o começo da noite. Nos beijamos por longos minutos até que me dei conta do que estava acontecendo e parei. Fiquei envergonhada por não ter conseguido suprimir os meus instintos:
- Que fome hein garota?
- Nossa! Desculpa! Não sei o que me deu, me perdoa!
– Perdoar o quê? Faz tempo que espero você tomar a iniciativa, não queria correr o risco de estragar nossa amizade.
– Sério? Isso nunca me passou pela cabeça antes, mas hoje não consegui me segurar.
– Que bom!
E ela me abraçou de novo e continuou a me beijar, pude perceber quanto tesão guardado por mim ela tinha, conseguia sentir sua excitação em sua pele macia, na sua respiração, nos arrepios que passavam pelo seu corpo e pela sua respiração ofegante e nos seus gemidinhos contidos. Tentei me afastar um pouco para respirar, mas ela parecia possuída, segurou minha cabeça e continuou me beijando com uma avidez que me deixava tonta. Ela foi descendo a boca, e passou a chupar o meu pescoço, percebi que estava tremendo e também toda arrepiada, quando seus lábios encostaram nos meus seios, tive um orgasmo que tirou a força das minhas pernas e caí sentada.
Mas ela não me soltou, pelo contrário caiu junto comigo e começou a sugar meus mamilos, com a força certa, alternando o sugar com mordicadas nos mamilos e por todo os seios.
– Confia em mim? - Ela disse
– Claro - Respondi – Sempre.
Ela começou a descer a boca ainda mais e beijou a parte interna das minhas coxas. Comecei a tremer mais intensamente, pressentindo o próximo orgasmo. Quando ela finalmente atingiu o lugar tão ansiado por ambas, fui às estrelas, comecei a ficar tonta. Sua língua se mexia com maestria enquanto me lambia, me chupava e me penetrava cada vez mais fundo.
Segurei seus cabelos e tentei me esquivar, estava muito gostoso, mas não conseguia resistir, meu corpo não agüentava tanto prazer de uma só vez. No momento em que ela aumentou a intensidade dos movimentos com a língua, que por sinal me penetrava melhor que muitos homens, ela passou a acariciar os meus seios e apertar meus mamilos entre os dedos me fazendo ter o maior orgasmo da minha vida, tão intenso que apaguei.
Quando acordei percebi que já era manhã, não consegui abrir os olhos de tanta exaustão, cheguei a imaginar que não passara de um sonho. Quando finalmente abri os olhos a vi deitada ao meu lado, nua, linda e poderosa, uma verdadeira diva. Já estava acordada me encarando, com aquele sorriso safado de adolescente quando disse:
- Pronta pro segundo round?



Rodrigo Norat -  15/6/10

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Que Saudade

Sinto falta do amor
Daquele amor que era meu
Anseio por ele
Espero-o todas as noites

Esta brigado comigo?
Que mal te fiz
Infame critura
Não sabe o que rejeita

Ainda te terei
Todo e só para mim
De mais ninguém serás

Do que se trata?
Do meu coração
De todo amor e emoção


Lívia Otero - 16/6/10

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Desejo Que Mata

Fome que ataca
Desejo que mata

O meu desejo é aquele incansável
O teu deseho é aquele impensável

Assim como eu: inconstante
Sendo sempre meu: apaixonante

Desejo de paixão, de amor, de tesão
Arrrhhh! Que tesão!

Todas as cores que eu imaginar
Em todas, é possível amar
Inconstante, incansável, apaixonante, impensável



Lívia Otero - 9/6/10

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Te amo

Penso tanto em ti que às vezes chego a me perder. Me perder nos pensamentos contigo, pairando, entre as nuvens mais altas. Tem coisas que não consigo mandar para o papel em forma de palavras, não palavras que possam serem lidas. Você insiste em me mostrar como as coisas são, mas eu prefiro a ignorância, a ignorância do amor. Ela é bela, insconstante, inocente, pura. Assim como o beijo que imagino, o toque no teu rosto, o aroma do teu hálito. Toda vez que te vejo meus olhos inundam, resta saber do que. Descanço das noites contigo, sem você, na verdade. Não desisto, porque eu sei, muito mais do que você ou qualquer outra pessoa. A distância é um mero detalhe, afinal, ela é apenas física. Pra se estar junto não é preciso estar do lado e eu te amo por isso. Sou ansiosa ao extremo, não consigo evitar. O silêncio que precede e procede chega a me consumir, me matando aos pouquinhos, me deixando cada dia mais nervosa. Será que vou desmaiar quando te encontrar? Espero que não, espero ficar acordada por todos os minutos possíveis e também aqueles imagináveis. Não te perder ou deixar por um minuto se quer. Poder te ver, poder te ter, te ler... S2



Lívia Otero - 4/6/10

terça-feira, 1 de junho de 2010

Meu Irmão, meu coração

Gosto de falar com você
Gosto de falar de você
Conversar, papear, tagarelar
Mesmo que por minutos

Alguém como você
Me faz bem
Me faz sentir bem
Desde a primeira vez

As marcas no capô
As risadas das broncas
E mais ainda, as gargalhadas

Foi lindo, foi belo
Foi passageiro, mas sincero
Foi... Amor



Lívia Otero - 1/6/10

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sempre e Para Sempre

Me sinto confusa
Estou confusa?
Queria estar
Ao menos teria certeza

Sinto que estás se desprendendo
Estás?
Queria saber
Ao menos teria certeza

De uma certeza tenho
EU te amo
Como ontem, hoje e amanhã

Sei que você me ama
Mas não mais como queria
Mas permaneço tua



Lívia Otero - 28/5/10

domingo, 23 de maio de 2010

Ana e o Mar

Eu já sabia
Desde o primeiro dia
Foi pela noite
E veio de manhã

E hoje eu acordei
Querendo ver o Mar
Querendo dizer "Eu te Amo"
Para ele escutar

Aos quatro ventos eu grito
Pra ninguém duvidar
Da mais pura e sincera verdade

Só falta te querer
Me dá o beijo então
Me engrandece com teu amor



Lívia Otero - 23/5/10

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sex Feria - A Viagem

Após meses eu finalmente consegui comprar a passagem, mal conseguia dormir pensando no dia seguinte. Não pensei muito nas roupas que levaria, pensei mais no que faria quando chegasse lá. O frio na barriga era inevitável e o nervosismo era tamanho que me fazia perder a calma e suar frio só de por o pé no aeroporto. Como era de meu costume, dormi a viagem toda para que o tempo passasse mais rapidamente, meio inútil, você me perseguia até em meus sonhos dos sonos mais leves que estava tendo, ou tentando. Parecia que quanto mais te imaginava pessoalmente, mais acordada isso me deixava e o tempo não ajudava em nada. 3 longas horas até eu sentir aquele frio típico da terra da garoa e ver o pequeno vidro da janela embaçar com minha respiração ofegante. Assim q o avião pousou eu mal podia esperar pra sair de lá e depender apenas das minhas pernas para chegar onde queria. Peguei o táxi e fui ao seu encontro. Será mais alta? Com que roupa estará? Será q vai gostar de mim? Eu não cansava de me indagar sobre inúmeras questões e mais um pouco. Quando desci do táxi senti meu corpo tremer, o frio na barriga estava mais intenso e tentei me controlar para não olhar pros lados em busca daquela silhueta branquinha. Inevitável. Infelizmente você não estava. Mas agora era questão de horas, quem sabe minutos até tocar sua pele macia, suave e pálida que tanto desejei. Subi, larguei as coisas no chão e fui tomar um banho, tirar o cheiro "de gente" que se instalou nas minhas roupas durante a viagem. No banho eu mal me controlava, Deus, como era possível, ou melhor, impossível não pensar em você. Tentei me distrair pensando na roupa que daria a primeira impressão. Definitivamente não mostraria um "eu" que eu mesma não gostasse. Calça jeans, regata e all star. Ao por os pés fora do hotel acabei me arrependendo da regata, estava frio e nublado, parecia que viria uma chuva daquelas. Fui ao local de encontro marcado por e-mail, mesmo eu ainda tendo esperança que você aparecesse de suspresa na frente do hotel pra me encontrar. Quando sai da estação do metrô e olhei em direção ao prédio enxerguei algo que se destacava no meio daquela gente camuflada de pressa e tristeza. Você estava sentada em um banco, apoiava os cotovelos nos joelhos e segurava o rosto com uma das mãos, a outra repousava deitada nas pernas. Os fios negros de seu lindo cabelo escorriam pelo seu rosto, deixando parte de sua orelinha a mostra. Era a coisa mais linda de se ver, admirar, desejar. Você pareceu sentir minha presença e olhou de supetão em minha direção, eu abri um sorriso e você sorriu de volta encabulada baixando a cabeça e se levantando em seguida. Você vinha em minha direção com uma das mãos no bolso da calça e outra ajeitando o cabelo pra trás da orelha direita ainda com o sorrisinho bobo de canto de boca. Eu não conseguia reagir, não sabia o q fazer, o que dizer, só de te conhecer, de te ver me deixava sem palavras, sem reação.
- Vamos comer algo?
Perguntou vc, me olhando com receio e vergonha.
- Vamos
Eu disse, com um sorriso que ia de um canto a outro da boca e olhos brilhando. No caminho me fez perguntas casuais, como foi a viagem, se estava cansada, como me sentia, tentando quebrar o gelo. Era meio inútil pra mim, estava fascinada com você. Fomos ao Mc Donald's mais próximo, ela pediu um completo e eu só um refri, não tinha um pingo de fome. Com o tempo fui me acalmando e a conversa começou a fluir normalmente, eu até a fiz rir. Lembrava com ela como foi a primeira vez que tinha ido pra lá.
- Dessa vez você vai conhecer lugares mais interessantes
Lançou ela. Eu não tinha a menor dúvida e ri, assentindo com a cabeça e olhando-a pelo canto. Quando terminamos saímos em direção ao meu hotel, disse q tinha uma surpresa pra ela. No caminho, quando entramos no metrô, ela se sentou ao meu lado e reposou a cabeça no meu ombro e olhava pra mim rindo. Aquilo era tão bom que nos fazia rir. Quando chegamos no quarto fui logo fuçar a bolsa em busca do presente. Lembro que ela disse que não se sentia confortável com presentes e eu levei algo simples, para que se lembrasse de mim e a protegesse de qualquer mal. Quando tirei da bolsa o pequeno olho grego ela abriu a boca e disse: "Que lindo!" Eu sorri feito boba. Nunca imaginei o quanto ela iria gostar do presente, mesmo q simples.
- Posso?
Perguntei.
- Umhum
Disse ela, com um sorriso safado. Ela então se virou de costas pra mim e puxou o cabelo pra frente deixando seu lindo pescoço alvinho a mostra. Atravessei o cordão pelo pescoço e comecei a atacá-lo. Eu não conseguia mais resistir. Eu fitava aquela linda nuca, com um cheirinho delicioso que me fazia salivar. Abracei-a de costas para que não se mexesse e comecei a dar beijos naquele belo pescoço. Ela segurou meus braços e começou a mexer o pescoço me fazendo beijar onde ela queria. Ela afastou minhas mãos, se virou e olhou pra mim com aquela linda carinha de anjo. Se aproximou com um sorrisinho e me beijou. Fiquei paralisada. A boca dela, a lingua, os lábios, era tudo o que eu imaginava e mais um pouco. Lábios macios, boca suave, hálito doce e uma lingua maravilhosa. Eu mal me controlava. Segurei-a pela nuca e fui deitando-a na cama suavemente. Às vezes parava pra adimirá-la e dizer: "tão linda". Ela se encabulava e sorria me dando mais beijos. Desci pro seu umbiguinho, outra parte do corpo q eu não parava de pensar. Eu lambia, beijava, acariciava, era tão gostoso... Fui subindo e tirando lentamente a blusa. Quando tudo saiu me vi por sobre você olhando aqueles seios lindos. Segurei seus braços e comecei a chupá-los. Era tão bom te escutar gemer, ronronar é a palavra mais adequada. Você se sentou e tirou minha blusa rapidamente, mal podia esperar pra chupar meios seios que já estavam de biquinho duros. Desci para abaixar sua calça e vc olhava pra mim morrendo de vergonha. Subi deslizando por todo seu corpo alvinho até chegar aos seus doces lábios enquanto descia a minha calça. Eu passava a parte de fora da mão no seu rosto, nos seios, pegava na cinturinha, era uma delícia passear pelo seu corpo, eu podia passar o dia só te admirando e acariciando, nunca me cansaria. Fui deslizando minha mão pela sua barriguinha até chegar nas suas coxas. Passeie pelo seu bumbum e deslizei meus dedos por entre suas pernas. Quando toquei sua calcinha já a senti ensopada e olhei pra você com olhar malicioso. Peguei a tirinha da calcinha com a boca e fui puxando lentamente pra baixo enquanto olhava pra você com os olhos cerrados se contorcendo na cama. Quando meus dedinhos penetraram em você ouvi um urro. "Shhiiu" eu disse rindo, "Quer que todos escutem?", e você riu, mas continuou a reagir de maneira sonora, não tão alto, mas o suficiente para que eu escutasse.
Eu podia te sentir por inteira, te ter por inteira, ali éramos só eu e você e mais ninguém, o mundo exterior de nada importava, você era minha, apenas minha. Enquanto te tocava e apalpava seus belos seios via vc morder os lábios, emaranhar as mãos nos cabelos, se virar, querendo escapar de mim. Tirei os dedinhos de dentro de você e os levei a boca. Você olhava deliciosamente espantada. Os lambi e deslizei pela sua barriguinha até sua buceta ensopada do seu melzinho. Você gritava "Pára, pára" mas eu sabia que não era sua intenção, estava louca na cama, mal conseguia respirar. Eu metia minha lingua toda em você, bem fundo e como você estava quente, parecia estar derretendo em minha boca. Era uma delícia ver e escutar você tendo prazer, me matava de tesão só de imaginar o que você estava sentindo.
- Me come, amor, sou sua, me come, me come
Você começou a falar freneticamente. Eu tirei minha boca e meti meus dedinhos com tudo. Entraram tão fácil dado o estado em que você se encontrava. Ensopada de prazer e lambuzada da minha linguinha. Vc se revirava, acariciava meus seios, arranhava minhas costas, estava em êxtase, me deixando louca de prazer. Você estava quente, pelando, quase me queimava. Vc me beijava, mordia meus lábios e me dava chupões, não se controlova me nada. Quanto mais rápido eu te tocava mais você pedia, se contorcia. "Não pára, não pára" e eu punha e tirava os mais frenético que podia te deixando cada vez mais louca. "Vai, vai" vc ficava repetindo, me deixando louca imaginando que tais palavras precendiam seu gozo gostoso. Suavemente você deu um suspiro suave e eu senti seu doce mel escorrer pelos meus dedos me deixando louca pra lamber meus dedos novamente e te provar mais uma vez. Olhei pra vc e fui chupando um a um, me deleitando com seu sabor e vc olhava com uma cara de satisfeita exausta. Me deitei ao seu lado apoiando o cotovelo pra ficar em um plano mais alto que você deitada pra poder te admirar. Vc estava com uma carinha de sono e olhava piscando várias vezes por segundo, com as pálpebras muito pesadas. Eu acariciava seu rosto e seus seios suavemente com o peito de minha mão até você adormecer. Passei quase todo o tempo te observando dormir. Era tão inocente, puro, belo. Vc mal se mexeu, ficou praticamente na mesma posição q te dexei. Te acordei algumas horas depois, quando já era noite e você meio cambaleante levantou, foi no banheiro e lavou o rosto. Vestiu sua roupa olhando pra mim, ainda me procovando e seguiu em direção à porta. Eu te acompanhei, te dei mais um beijo e você foi embora. Você nem sabe, mas corri pra janela do hotel pra te espiar indo embora, na verdade te admirar e me certificar que pegaria o ônibus. Dormi aquela noite tranquilamente, mas sonhando com nosso próximo encontro.



Lívia Otero – 4/10