sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sempre e Para Sempre

Me sinto confusa
Estou confusa?
Queria estar
Ao menos teria certeza

Sinto que estás se desprendendo
Estás?
Queria saber
Ao menos teria certeza

De uma certeza tenho
EU te amo
Como ontem, hoje e amanhã

Sei que você me ama
Mas não mais como queria
Mas permaneço tua



Lívia Otero - 28/5/10

domingo, 23 de maio de 2010

Ana e o Mar

Eu já sabia
Desde o primeiro dia
Foi pela noite
E veio de manhã

E hoje eu acordei
Querendo ver o Mar
Querendo dizer "Eu te Amo"
Para ele escutar

Aos quatro ventos eu grito
Pra ninguém duvidar
Da mais pura e sincera verdade

Só falta te querer
Me dá o beijo então
Me engrandece com teu amor



Lívia Otero - 23/5/10

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sex Feria - A Viagem

Após meses eu finalmente consegui comprar a passagem, mal conseguia dormir pensando no dia seguinte. Não pensei muito nas roupas que levaria, pensei mais no que faria quando chegasse lá. O frio na barriga era inevitável e o nervosismo era tamanho que me fazia perder a calma e suar frio só de por o pé no aeroporto. Como era de meu costume, dormi a viagem toda para que o tempo passasse mais rapidamente, meio inútil, você me perseguia até em meus sonhos dos sonos mais leves que estava tendo, ou tentando. Parecia que quanto mais te imaginava pessoalmente, mais acordada isso me deixava e o tempo não ajudava em nada. 3 longas horas até eu sentir aquele frio típico da terra da garoa e ver o pequeno vidro da janela embaçar com minha respiração ofegante. Assim q o avião pousou eu mal podia esperar pra sair de lá e depender apenas das minhas pernas para chegar onde queria. Peguei o táxi e fui ao seu encontro. Será mais alta? Com que roupa estará? Será q vai gostar de mim? Eu não cansava de me indagar sobre inúmeras questões e mais um pouco. Quando desci do táxi senti meu corpo tremer, o frio na barriga estava mais intenso e tentei me controlar para não olhar pros lados em busca daquela silhueta branquinha. Inevitável. Infelizmente você não estava. Mas agora era questão de horas, quem sabe minutos até tocar sua pele macia, suave e pálida que tanto desejei. Subi, larguei as coisas no chão e fui tomar um banho, tirar o cheiro "de gente" que se instalou nas minhas roupas durante a viagem. No banho eu mal me controlava, Deus, como era possível, ou melhor, impossível não pensar em você. Tentei me distrair pensando na roupa que daria a primeira impressão. Definitivamente não mostraria um "eu" que eu mesma não gostasse. Calça jeans, regata e all star. Ao por os pés fora do hotel acabei me arrependendo da regata, estava frio e nublado, parecia que viria uma chuva daquelas. Fui ao local de encontro marcado por e-mail, mesmo eu ainda tendo esperança que você aparecesse de suspresa na frente do hotel pra me encontrar. Quando sai da estação do metrô e olhei em direção ao prédio enxerguei algo que se destacava no meio daquela gente camuflada de pressa e tristeza. Você estava sentada em um banco, apoiava os cotovelos nos joelhos e segurava o rosto com uma das mãos, a outra repousava deitada nas pernas. Os fios negros de seu lindo cabelo escorriam pelo seu rosto, deixando parte de sua orelinha a mostra. Era a coisa mais linda de se ver, admirar, desejar. Você pareceu sentir minha presença e olhou de supetão em minha direção, eu abri um sorriso e você sorriu de volta encabulada baixando a cabeça e se levantando em seguida. Você vinha em minha direção com uma das mãos no bolso da calça e outra ajeitando o cabelo pra trás da orelha direita ainda com o sorrisinho bobo de canto de boca. Eu não conseguia reagir, não sabia o q fazer, o que dizer, só de te conhecer, de te ver me deixava sem palavras, sem reação.
- Vamos comer algo?
Perguntou vc, me olhando com receio e vergonha.
- Vamos
Eu disse, com um sorriso que ia de um canto a outro da boca e olhos brilhando. No caminho me fez perguntas casuais, como foi a viagem, se estava cansada, como me sentia, tentando quebrar o gelo. Era meio inútil pra mim, estava fascinada com você. Fomos ao Mc Donald's mais próximo, ela pediu um completo e eu só um refri, não tinha um pingo de fome. Com o tempo fui me acalmando e a conversa começou a fluir normalmente, eu até a fiz rir. Lembrava com ela como foi a primeira vez que tinha ido pra lá.
- Dessa vez você vai conhecer lugares mais interessantes
Lançou ela. Eu não tinha a menor dúvida e ri, assentindo com a cabeça e olhando-a pelo canto. Quando terminamos saímos em direção ao meu hotel, disse q tinha uma surpresa pra ela. No caminho, quando entramos no metrô, ela se sentou ao meu lado e reposou a cabeça no meu ombro e olhava pra mim rindo. Aquilo era tão bom que nos fazia rir. Quando chegamos no quarto fui logo fuçar a bolsa em busca do presente. Lembro que ela disse que não se sentia confortável com presentes e eu levei algo simples, para que se lembrasse de mim e a protegesse de qualquer mal. Quando tirei da bolsa o pequeno olho grego ela abriu a boca e disse: "Que lindo!" Eu sorri feito boba. Nunca imaginei o quanto ela iria gostar do presente, mesmo q simples.
- Posso?
Perguntei.
- Umhum
Disse ela, com um sorriso safado. Ela então se virou de costas pra mim e puxou o cabelo pra frente deixando seu lindo pescoço alvinho a mostra. Atravessei o cordão pelo pescoço e comecei a atacá-lo. Eu não conseguia mais resistir. Eu fitava aquela linda nuca, com um cheirinho delicioso que me fazia salivar. Abracei-a de costas para que não se mexesse e comecei a dar beijos naquele belo pescoço. Ela segurou meus braços e começou a mexer o pescoço me fazendo beijar onde ela queria. Ela afastou minhas mãos, se virou e olhou pra mim com aquela linda carinha de anjo. Se aproximou com um sorrisinho e me beijou. Fiquei paralisada. A boca dela, a lingua, os lábios, era tudo o que eu imaginava e mais um pouco. Lábios macios, boca suave, hálito doce e uma lingua maravilhosa. Eu mal me controlava. Segurei-a pela nuca e fui deitando-a na cama suavemente. Às vezes parava pra adimirá-la e dizer: "tão linda". Ela se encabulava e sorria me dando mais beijos. Desci pro seu umbiguinho, outra parte do corpo q eu não parava de pensar. Eu lambia, beijava, acariciava, era tão gostoso... Fui subindo e tirando lentamente a blusa. Quando tudo saiu me vi por sobre você olhando aqueles seios lindos. Segurei seus braços e comecei a chupá-los. Era tão bom te escutar gemer, ronronar é a palavra mais adequada. Você se sentou e tirou minha blusa rapidamente, mal podia esperar pra chupar meios seios que já estavam de biquinho duros. Desci para abaixar sua calça e vc olhava pra mim morrendo de vergonha. Subi deslizando por todo seu corpo alvinho até chegar aos seus doces lábios enquanto descia a minha calça. Eu passava a parte de fora da mão no seu rosto, nos seios, pegava na cinturinha, era uma delícia passear pelo seu corpo, eu podia passar o dia só te admirando e acariciando, nunca me cansaria. Fui deslizando minha mão pela sua barriguinha até chegar nas suas coxas. Passeie pelo seu bumbum e deslizei meus dedos por entre suas pernas. Quando toquei sua calcinha já a senti ensopada e olhei pra você com olhar malicioso. Peguei a tirinha da calcinha com a boca e fui puxando lentamente pra baixo enquanto olhava pra você com os olhos cerrados se contorcendo na cama. Quando meus dedinhos penetraram em você ouvi um urro. "Shhiiu" eu disse rindo, "Quer que todos escutem?", e você riu, mas continuou a reagir de maneira sonora, não tão alto, mas o suficiente para que eu escutasse.
Eu podia te sentir por inteira, te ter por inteira, ali éramos só eu e você e mais ninguém, o mundo exterior de nada importava, você era minha, apenas minha. Enquanto te tocava e apalpava seus belos seios via vc morder os lábios, emaranhar as mãos nos cabelos, se virar, querendo escapar de mim. Tirei os dedinhos de dentro de você e os levei a boca. Você olhava deliciosamente espantada. Os lambi e deslizei pela sua barriguinha até sua buceta ensopada do seu melzinho. Você gritava "Pára, pára" mas eu sabia que não era sua intenção, estava louca na cama, mal conseguia respirar. Eu metia minha lingua toda em você, bem fundo e como você estava quente, parecia estar derretendo em minha boca. Era uma delícia ver e escutar você tendo prazer, me matava de tesão só de imaginar o que você estava sentindo.
- Me come, amor, sou sua, me come, me come
Você começou a falar freneticamente. Eu tirei minha boca e meti meus dedinhos com tudo. Entraram tão fácil dado o estado em que você se encontrava. Ensopada de prazer e lambuzada da minha linguinha. Vc se revirava, acariciava meus seios, arranhava minhas costas, estava em êxtase, me deixando louca de prazer. Você estava quente, pelando, quase me queimava. Vc me beijava, mordia meus lábios e me dava chupões, não se controlova me nada. Quanto mais rápido eu te tocava mais você pedia, se contorcia. "Não pára, não pára" e eu punha e tirava os mais frenético que podia te deixando cada vez mais louca. "Vai, vai" vc ficava repetindo, me deixando louca imaginando que tais palavras precendiam seu gozo gostoso. Suavemente você deu um suspiro suave e eu senti seu doce mel escorrer pelos meus dedos me deixando louca pra lamber meus dedos novamente e te provar mais uma vez. Olhei pra vc e fui chupando um a um, me deleitando com seu sabor e vc olhava com uma cara de satisfeita exausta. Me deitei ao seu lado apoiando o cotovelo pra ficar em um plano mais alto que você deitada pra poder te admirar. Vc estava com uma carinha de sono e olhava piscando várias vezes por segundo, com as pálpebras muito pesadas. Eu acariciava seu rosto e seus seios suavemente com o peito de minha mão até você adormecer. Passei quase todo o tempo te observando dormir. Era tão inocente, puro, belo. Vc mal se mexeu, ficou praticamente na mesma posição q te dexei. Te acordei algumas horas depois, quando já era noite e você meio cambaleante levantou, foi no banheiro e lavou o rosto. Vestiu sua roupa olhando pra mim, ainda me procovando e seguiu em direção à porta. Eu te acompanhei, te dei mais um beijo e você foi embora. Você nem sabe, mas corri pra janela do hotel pra te espiar indo embora, na verdade te admirar e me certificar que pegaria o ônibus. Dormi aquela noite tranquilamente, mas sonhando com nosso próximo encontro.



Lívia Otero – 4/10

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Mar

Hoje eu acordei
Querendo ver o Mar
O meu Mar
Aquele que fica longe

O céu me fita
Encaro de volta
Abraço-o
Enlaço-o

Sol e chuva, chuva e sol
O cheiro de terra molhada
Ainda espero por ele

Está mais perto que longe
O cheiro que tanto anseio
O calor que tanto penso



Lívia Otero - 20/5/10

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Relógio

Vou me exilar
Me esconder
Sair do mundo
Desaparecer

Você não está aqui comigo
Tempo, tempo, tempo
Eu não quero esse tempo
Me custa a esperar

Não pode, não deve
Mas... Quer?
Ao menos concordamos

Beijo doce que anseio
Não demore
Espero ao menos o cheiro



Lívia Otero - 19/5/10

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Novidades

Olá à todos e todas que visitam meu blog. A partir deste mês começarei a postar escritas diferentes, para ser mais específica, contos eróticos, de minha autoria ou de amigos(as). Será postado todas as terceiras sextas feiras de cada mês, basicamente uma coluna erótica mensal entitulada "Sex Feira". Com o tempo espero que eu consiga postar todas as sextas feiras, mas ainda é difícil escrever um por semana, prometo que tentarei ;)
É isso, espero que gostem da novidade e mais ainda dos contos.

Até breve e obrigada pela visita.


Lívia Otero

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Conversas Matinais

Hoje conversei com um amigo poeta
Afirmei que estava apaixonado
"Não!", disse ele na hora
Cheguei a me apavorar, achando que falei algo de mal
Ele então falou:

"As vezes acho que estou apaixonado,
mas penso bem e entendo que nao,
é maior...
paixão é palavra fraca, desgastada...
estou é encantado, enfeitiçado,
e feitiçaria é isso,
o poder de transformar as coisas pelas palavras,
o poder de trazer o ser do nada,
o poder de ser deus, deusa...
mudar o mundo...
criar um mundo...
apenas com um "sim"..."

Me dei conta da verdade
Encantamento não é paixão, é deslumbre
Feliz é aquele que tem algo intenso logo no primeiro dia
Que consegue saber o que virar a seguir apenas com letras
Um coração é formado por letras
S2, (L) ou até h-i-p-o-t-á-l-a-m-o, sim?

Confesso que fiquei encantada com a paixão
Mesmo esta levando um tapa de meu colega poeta
E como diria meu coração:

"Paixão é algo intenso, mesmo você não sabendo o que nem porque
Apenas sabe, sem explicar ou justificar"

Sem mais senhor juiz dos sentimentos



Lívia Otero - 12/5/10

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tamarindo...

Gosto do gosto que a paixão tem,
gosto meio azedo,
meio doce,
meio ácido tambem...
que só de lembrar, enche a boca dagua,
os olhos de lagrima
e o corpo de prazer
como gosto de tamarindo...


Clarence Santos - 7/5/10

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Receio

Eu nem sei o que dizer
Eu nem sei o que pensar
Queria não ter medo
Queria poder falar

Meu receio me atormenta
Assim como à mim mesma
Prometo não demorar
Não vou mais hesitar

Você me chocou
Não estava esperando
Me tocando você acabou

Esta bem, eu juro
Vou parar com isso tudo
Enfim eu decidi decidir




Lívia Otero - 14/6/7

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Cadê

O céu azul com nuvens
Eu te amo como amanhã
Barulho de unhas ao chão
Onde está meu remédio?

Mar balança ondas
Saudade da noite com cama
Ao lado escuto as risadas
Também sinto falta

Ausência da minha mente
Dedos, tic, tac, tec
Os olhos verdes brilham
Eu vejo a pele branca

Venha, volte, seja minha
Eu preciso da ajuda
Pra voltar a ser eu



Lívia Otero - 5/5/10