sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sex Feira - Destinos

Após alguns dias do nosso encontro flagrei-me pensando nela, e em como me surpreendera com a iniciativa que tomou, fazendo comigo, o que eu sempre tive vontade, mas nunca a coragem de fazer com ela. Tivemos dois dias maravilhosos de luxúria e amor, parecia que nosso fogo nunca iria se extinguir. Mas como tudo que é bom e às vezes também errado, tem hora pra acabar. O domingo chegou e ela teve de voltar para casa. “Que droga!”, pensei.
“Com tanta ação não parei pra pensar em que estava me metendo, agora que o namorado dela voltou de viagem, as nossas brincadeirinhas vão ter que acabar. Rá! Não, não vou desistir dela tão fácil, não senhor, pode ter certeza. Mas, também não posso fazer isso com eles, sei que se amam de verdade, não seria correto. Além do mais, ele é um cara tão bom para ela. Certo, não posso ser tão irredutível né? Se ele quiser, eu aceito dividir, no máximo! Ai meu deus, depois que provei dessa garota não penso em outra coisa.”
Fiquei mordendo a ponta dos dedos, maquinando um jeito de ficar a sós com ela, e, finalmente, tê-la em meus lábios. Então me lembrei da oportunidade perfeita: uma festa na casa de amigos em comum que rolaria esta noite. Eu, lógico, toda feliz e saltitante liguei para ela para marcarmos. Ele atendeu, fiquei com um frio na barriga, acho que era medo de que soubesse de algo. Nos cumprimentamos e ele passou o telefone para ela. Combinamos de nos encontrar na festa mesmo. Fui tomar um banho e escolher a roupa mais sexy que tenho: uma blusinha decotada, bem coladinha, do tipo que não dá pra usar sutiã.
Uma calcinha tipo tanguinha, preta e de rendinha tão fininha que podia-se ver um pouco dos meus cabelinhos. Por cima escolhi uma sainha xadrez curta, que chegava na metade das minhas coxas. E uma sandalhinha tipo romana, daquelas que se amarra trançando na paturrilha. Modéstia a parte fiquei irresistível, se ela ainda sentisse por mim uma fração do tesão daquele final de semana, não resistiria e faria tudo o que eu quisesse.
Chegando à festa, tive que dispensar uns rapazes inconvenientes que insistiam em querer papear comigo. Coitados, nunca imaginariam que jamais teriam a menor chance, pois ao contrário dela, nunca tive esse gosto duvidoso para rapazes. Tomei uns drinques enquanto esperava, para ser sincera, mais que alguns e comecei a ficar alta. Eles chegaram atrasados algumas horas, mas como eu estava lá apenas por ela nem liguei. Quando a vi tive a certeza de que o atraso dela estava mais que justificado, ela estava estonteante.
Usava um vestido preto, tomara-que-caia, que também chegava até a metade das coxas, usava uma meia-arrastão preta, presa por uma cinta-liga. Toda vez que ela andava deixava aparecer a cinta, o que começou a me deixar um pouco mais nervosa do que normalmente ficaria. “Culpa dos drinques”, lembrei. Calçava umas botas pretas que deixavam o seu look ainda mais selvagem, estava maquiada nos olhos de forma a parecer uma egípcia, com o cabelo preso como um coque. Fiquei de boca aberta.
“Droga! ELE também veio! Saco! Mas não faz mal, uma hora teremos de ir ao banheiro e então farei o que tem de ser feito.” Apesar de nunca ter me sentido atraída por rapazes, tenho de dar o braço a torcer por ele, parece um mafioso italiano, com toda a elegância e esse ar de cafajeste. Para quem gosta do riscado, ele era uma ótima aquisição. Nos cumprimentamos e tomamos mais alguns drinques, o suficiente para realmente começar a ficar alterada de verdade. Comecei a ficar irritada com o jeito dele tocá-la, senti inveja. Eles se beijarem na minha frente destroçava o meu coração.
Subitamente, a minha boca funcionou mais rápido que a cabeça e disparei feito rajada de metralhadora:
- Seu merda! Quem você pensa que é pra roubar a minha melhor amiga?
- Hã? - Ele estava sem ação.
- Isso mesmo que você ouviu, seu macho depravado! - Esbravejei.
- Nossa amiga! Pra que tudo isso? - Correu ela em sua defesa.
Desatei a chorar e corri para o banheiro, enquanto eles, assim como toda a festa, ficavam boquiabertos com a minha repentina explosão de fúria. Chegando lá me olhei no espelho e fiquei gritando:
- Idiota! Idiota! Por quê fui achar que tudo seria às mil maravilhas? Aquilo não passou de uma aventura boba de duas garotas cheias de hormônios.
Estava me desmanchando em lágrimas quando alguém bateu na porta.
- O que é!?!? - Gritei.
- Sou eu, posso entrar?
- Ah...
- Posso entrar?
- Pode.
Ela entrou me encarou nos olhos e me deu um tapa no rosto. Fiquei chocada com a repentina violência dela.
- Nunca mais na sua vida trate ele desse jeito está me ouvindo!?
Como não respondi ela me segurou pelos braços e me sacudiu com força.
- Você ouviu o que eu disse!?
Estava tão desnorteada pelo que ela fez que não consegui responder. Só conseguia chorar, então ela me abraçou.
- Você acha que meu coração é tão pequeno assim que não posso amar duas pessoas ao mesmo tempo? Mas nem por um momento pense que vou deixá-lo por você, ou por quem quer que seja. Eu o amo. Somos melhores amigas desde sempre e desde aquele nosso final de semana, somos amantes, não somos?
Senti uma euforia enorme quando a ouvi dizer isso, as lágrimas secaram na hora. Ela se afastou de mim e continuou:
- Da minha parte, tudo o que posso fazer é amar os dois com todas as forças que tenho, mas por favor, nunca me peçam pra escolher entre vocês, pois meu coração não agüentaria. Já conversei com ele a respeito disso e admito que em um primeiro momento, a reação dele não foi muito melhor que a sua, mas quando eu expliquei o porquê ele entendeu e disse que amar alguém era aceitar ela por completo, assim como tudo o que viesse com ela. Você me aceita do jeito que eu sou?
- Sim! Sim! Eu aceito, eu te amo tanto, que por um momento achei que ia te perder e nunca mais poderia te tocar de novo. Você me perdoa pelo jeito que eu agi?
- Claro, eu conheço você a minha vida toda e sei como você é. Além do mais seria hipocrisia minha vocês me aceitarem como eu sou e eu não devolver a generosidade. Mas melhor que palavras são ações, não acha minha linda?
Não tive tempo nem de responder, quando ela saltou em cima de mim e começou a me beijar como se não me visse à anos. Me colocou sentada em cima da pia e continuou a me beijar enquanto enfiava as mão por baixo da minha saia e tirava a minha calcinha. Sem rodeios ela passou a me lamber, depois a me chupar, não de um jeito agressivo, mas com um carinho que parecia que estava se desculpando por alguma coisa.
- Dessa vez sou eu que pergunto: confia em mim?
- Sim.
- Feche os olhos.
Quando fechei ela continuou a me chupar, eu estava entregue às vontades dela, não era mais dona de mim, acho que com certeza o que bebi na festa influenciou o que aconteceu a seguir. Escutei a porta do banheiro abrir e o namorado dela entrar.
- Já conversou com ela baby?
Fiquei envergonhada pela situação em que me encontrava. Não só por que era ele, mas pelo que aconteceu a seguir.
- Sim e já deixei ela pronta pra você.
Quando tentei descer da pia eles me seguraram. Enquanto ela levantava a minha blusa e mordiscava os meus seios, ele ficava de joelhos e colocou a língua inteira de uma vez só dentro de mim.
- Não! Assim não! Eu tenho vergonha!
- Garota, você não parecia envergonhada enquanto era a MINHA mulher que estava fazendo em você, ou quando você fez a mesma coisa com ela por um final de semana inteiro pelas minhas costas. Então fica caladinha e aproveita a novidade tá?
- ...tá.
Dito isso ele abriu as minhas pernas com força e desapareceu entre as minhas coxas. Ela riu do comentário dele e certamente também da minha resposta resignada. Depois continuou a mordiscar e chupar os meus biquinhos eriçados enquanto eu recebia um verdadeiro banho de língua. Ela me beijava e me acariciava de uma forma que eu achava que sabia que só as garotas sabiam fazer. Fiquei surpresa quando ele disse:
- Amor, vamos trocar de lugar um pouquinho?
Fiquei em pânico quando ela trocou de lugar com ele, tentei resistir, confesso que tinha nojo da idéia de beijá-lo, quando ele veio a primeira vez virei o rosto, ele, visivelmente irritado segurou o meu seio esquerdo com uma mão e o meu rosto com a outra e disse:
- Quieta garota! Dessa vez EU estou no comando. - E me beijou de leve na boca para em seguida descer para o meu pescoço e chupá-lo enquanto massageava gentilmente o meu seio. Confesso que quando senti o seu cheiro fiquei sem forças, ele me dominava completamente e eu, surpreendentemente permitia isso e gostava até. Me surpreendi também por ele agir totalmente diferente do que esperava, esperava brutalidade, grosseria, mas ele foi de uma doçura incomensurável comigo, me beijava na boca e no pescoço, às vezes alternando os seios e a minha barriguinha. Ele sempre me perguntando se estava gostoso, como eu queria que ele fizesse, sua língua sempre acompanhada do carinho sensível daquelas duas mãos enormes.
Quando senti sua barba roçar no meu pescoço, junto com uma chupada um pouco mais forte dela, tive meu primeiro orgasmo, eles perceberam, pois pararam o que estavam fazendo na hora e ficaram olhando pra mim, ofegante, sentada na pia e com as pernas abertas, com os seios nus, esperando pacientemente que eles resolvessem o que fariam comigo.
Ele puxou ela pelo braço e a jogou em cima de mim, enquanto levantava o vestido dela atrás e rasgava a sua calcinha, ele abriu a calça e eu vislumbrei o quanto ele estava excitado, tremi, pois achava que seria a próxima e nunca havia sido possuída por um homem antes, ele a penetrou de uma vez só, até o fundo e eu senti a força dos movimentos dele em mim.
O medo de ele me comer me fez ficar sóbria, quando ela voltou a me chupar não conseguia curtir, pois estava tensa, esperando a minha vez de ser penetrada por aquela coisa enorme, pois pra mim, que nunca havia sentido um pênis, todos eram enormes ou monstruosos. Estava tão tensa que ele simplesmente e surpreendentemente me disse com um sorriso de canto de boca:
- Gata, eu sei que você nunca deu pra um cara, não se preocupe que não forçarei você a nada que você não quiser fazer, quando e se você quiser e se sentir pronta, eu faço com você o mesmo que estou fazendo com a sua amiguinha. Mas hoje eu quero apenas que você veja como é e como a sua amiguinha está curtindo.
Enquanto isso ele passou a comê-la com mais força e percebi que ela empurrava o bumbum pra trás com movimentos cada vez mais firmes e ritmados, ela estava de olhos fechados quando começou a me chupar novamente e me tocar com os seus dedinhos delicados. Notei que ela estava prestes a gozar, quando ele fechou os olhos e começou a me acariciar novamente. Fiquei tranqüila e me dei conta que nós três estávamos prestes a gozar, não sei se foi a visão de todas aquelas mãos me tocando, se foi ela me chupando ou de eu estar vendo ela gostar tanto de ser comida que me fez gozar primeiro e me deixar embriagada novamente.
Só percebi que eles gozaram depois e logo em seguida ficaram se beijando. Estava começando a sentir inveja deles, quando ambos vieram até mim e me beijaram de um jeito que me deixou corada. Não achava que podia gostar tanto deles principalmente dele, por ser homem. Eles me ajudaram a me vestir se arrumaram e saímos do banheiro juntos, com os olhares dos convidados e da imensa fila do banheiro sobre nós.
- Tudo bem pessoal, ela só bebeu demais, mas já está bem melhor e nós vamos levá-la para casa.
Não sei se acreditaram, pois nós e o banheiro exalávamos o cheiro de sexo, mas não liguei, nunca havia me sentido tão segura e poderosa por ter duas pessoas só para mim e ter junto de mim a garota que me cuidava com tanto carinho e um cara que me levava pra casa com tanta dedicação e cuidado. Me senti realizada. Entramos no carro deles e estávamos andando quando disse:
- Podem me deixar em casa mesmo, já estou me sentindo melhor.
- Nem pensar amiga, a noite está só começando. Ou você acha que aquela nossa brincadeira foi suficiente? Você somente provou da entrada, o prato principal ainda vai ser servido hoje à noite.
Fiquei radiante e ao mesmo tempo corei de novo quando percebi que ele me olhava pelo retrovisor com aquele ar elegante e cafajeste que lhe era familiar. Seguimos direto para o apartamento deles onde tive uma das minhas melhores noites de prazer e entrei uma nova fase da minha vida.



Rodrigo Norat - 31/5/10

1 comentários:

. disse...

Curti muito esse conto. Bem excêntrico!!!!!!Adoro,Bjus.