domingo, 29 de agosto de 2010

A Menina Triste

Esta é a história de uma menina
Que chorou um rio e inundou o mundo
E que parecia tão triste nas fotografias
Mas absolutamente adorável quando sorria

Ela achava que tinha um coração de pedra
Por mais que tentasse ela não conseguia
Entender o que nela repousava
Lhe faltava um poudo de alegria

Não gostava do que no espelho via
Se sentia só, mesmo quando acompanhada
Triste, sentia-se chateada
Sua solidão transparecia

E a alegria?
Esta ficava guardada com o coração
Onde lá também se mantinha
Aquela, que um dia, chamou de alma



Lívia Otero 16/5/07

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sex Feira - A Primeira

Eu estava sozinha em casa, cozinhando meu jantar de forma lenta, estava tudo tão quieto que tinha medo de escutar meu coração bater. Fui para o quarto deitei na cama, passando horas pensando em você, imaginando o que estaria fazendo naquela mesma hora... Sem saber que estava também pensando em mim, virei para o lado e pude lhe imaginar... Tão linda, tão delicada, o único som que me agradava naquele instante era o teu respirar que cada vez que ia se aproximando meu coração estremessia, me mostrando a cada pulsar o que aconteceria nos proximos minutos... Seus olhos me fitavam, seu cabelo caia no rosto, deixando seu sorriso cada segundo mais belo, me chamando, me provocando. Você baixava a cabeça envergonhada e me olhava de canto de olho, conseguia me dizer o que queria sem precisar de palavras. Me aproximei e senti seu hálito doce tomar conta dos meus pensamentos, cheguei até a escutar as batidas do seu coração acelerado e excitante... Olhei fixamente em teus olhos que brilhavam tanto para que não fosse necessário palavras... Você em segundos pôde compreender a mensagem  que meu olhar lhe passou, me abraçou forte, desabotoando meu vestido, ouvindo eu falar aos pés do teu ouvido: que sou apenas sua por toda aquela noite... Eu escutava ansiosa os "tacs" dos botões se abrindo, cada vez que o vestido ficava mais frouxo e deslizava pelo meu corpo me deixava mais delirante. Você deslizava seus delicados dedos pela minha barriga, acariciava deliciosamente. Agarrou meu pescoço e tocava meus lábios com os dedos, de vez em quando pondo-os em minha boca, passeando com eles, brincando com meu desejo... Tentando de todas as formas com que seu coração acelerasse para que eu pudesse o sentir, puxei-a para cima de mim.. começastes a me beijar segurava meu cabelo carinhosamenete, dava leves puxões que só aumentavam meu prazer. Juntou teus lábios tão colados aos meus que fiquei sem ar, deslizava tuas mãos dentre minhas pernas e me olhava com um olhar perigoso, olhar penetrante, que me fazia enlouquecer só de vê-lo... Você mordia os lábios enquanto eu passeava lentamente pelo teu corpo, essas costas deliciosas, essa cinturinha gostosa, e os seios, que belos e excitante seios, os biquinhos já duros. Quando você se deitava para me beijar eu podia senti-los em mim, tocá-los e porque não, prová-los? Eram macios, tenros, firmes, com os biquinhos duros, delícia de chupar... E a cada passeada sobre meus seios eu suspirava de prazer, tinha vontade de lhe apertar, você arranhava minhas pernas forte, segurava firme minhas mãos e as levava sobre todas as partes de teu corpo, que corpo maravilhoso... Me deixava na vontade de querer lhe chupar por inteiro, de te levar a loucura,de fazer você minha, só minha... Levantei meu joelhos, pressionando entre tuas pernas, no momento em que toquei já te senti ensopada, me deu água na boca só de imaginar como você estava por completa. Não pensei duas vezes e sai te beijando toda, primeiro na boca, descendo pelo pescoço, dando pequenas mordidas, depois nos seios, a barriguinha, no umbigo, delicioso por sinal, e fui deslizando, beijinhos e chupões na virilha, seguindo o “caminho da felicida” até chegar ao paraíso. Você estava ensopada, sentia teu mel escorrer para minha boca, não conseguia pensar em mais nada... A cada deslizamento de lingua eu gemia baixo e você mandava eu gritar. Estávamos só, ninguem podia nos impedir. Me levastes a loucura, ninguém tinha conseguido me deixar tão excitada quanto você. Subiu de vez e parou entre meus seios, olhou para mim e perguntou com uma voz maliciosa: “Gostou?”. Sem forças até pra falar balançei a cabeça dizendo " SIM". Você então desceu novamente, fez tão gostoso que não parava de sair aquele liquido delicioso de dentro de mim, você passava em suas mãos, trazia a minha e a sua boca, isso me enlouquecia... Você estava extasiada, me acariciava os cabelos, o tempo todo falava: vai vai, isso. Eu estava com tanto tesão só de imaginar o quanto você estava tendo prazer. Você era deliciosa, me deixa salivando quando te beijava, te chupava, lambia. Eu me deleitava com seu doce mel. Me deixava louca quando se contorcia puxando os próprios cabelos, quase que urrando a cada chupava que te dava... Fui subindo em direção à tua boca, já marcada das mordidas que você mesma havia dado e mais algumas minhas. Eram tão macios teus lábios, deliciosos de beijar, lamber, um beijo tão gostoso que mal conseguia parar. Fui deslizando a mão pela tua cintura, sentir teu corpo todo se arrepiar com meu toque. Acariciei teu bumbum, até que cheguei onde queria. Meus dedinhos entraram fáceis, você estava tão quente que parecia derreter. Dava pra ver como estava bom, você havia parado, prendia a respiração enquanto eu te tocava e olhava pra mim boquiaberta sem nada falar. Me fixei no teu pescoço, dando chupões e mordendo. Você apertava os olhos e parecia sem ar. Eu enfiava meus dedos de forma frenética, sentia escorrer teu mel pelos meus dedos, estava tão quente que parecia me queimar. Enquanto te tocava eu me deparava com teu lindo rosto, branquinha, sardenta, os cabelos espalhados pelo travesseiro. Eu estava boquiaberta, babando por você. Comecei a sentir tuas pernas tremerem e você foi ficando quieta, dando gemidinhos baixos. Te vi abrir os olhos e vir em minha direção, se levantando vagarosamente da cama. Sussuraste em meu ouvido algo que não consegui entender, fechei os olhos e pedi que repetisse. “veio de manhã molhar, os pés na primeira onda”. Em um susto abri meu olhos, quando dei por mim e percebi, vi que era meu celular que estava tocando, você estava me ligando, me acordando daquele delicioso sonho que tive.
- Alô? – falei com uma voz sonolenta, ainda assustada
- Bom dia minha flor, dormiu bem? – perguntou ela
- Mais ou menos, sonhei contigo... Você estava do meu lado na cama (...)



Lívia Otero & Ana Carolinna - 15/3/10~8/10

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Censo 2010 - Faça a SUA parte

Bom gente, então, hoje o assunto é meio diferente de contos ou poesias. Cês tão sabendo da novidade? Acabaram de me contar e achei de suma importância sair divulgando, concordam? Então. Esse ano o IBGE vai fazer uma pesquisa mais aprofundada, considerando que agora ele acha que "somos importantes" para definir o caminho que o país ta tomando, então, caso alguém do IBGE chegue em sua casa comuniquem sobre sua real condição, é importante eles fazerem um quantitativo sobre os LGBT, importante para eles, para nós e para todo o resto do país. Não serão divulgados nomes, endereços, nenhum dado, então, fiquem tranquilos/tranquilas, ok? É de pouquinho em pouquinho que a gente consegue mudar o país, faça a SUA parte para que isso aconteça. Se você conhece alguém que seja LGBT, divulgue, informação nunca é demais e nunca fez mais à ninguém, pelo contrário, informação e esclarecimento, acima de tudo, SEMPRE fez bem. Seja consciente, divulgue, ajude esse país a mudar.

Beijos pra voces ;)

Lívia Otero

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Solitude

A solidão me consome
Suga de mim o cansaço
Tira meu sono
E afugenta meus sonhos

O que pensar
O que fazer
O que falar
Sem nem ao menos deitar

Começo a brincar com as palavras
É diversão da noite
Para insônia espantar

De fato não estou só
Nas noites frias
Ela me faz companhia



Lívia Otero - 28/5/7

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Luna

Grandiosa, bela
Alvinha, encantadora
Me encanta, me chama
Me fita, reluzindo em meus olhos

Quem dera poder te tocar
Quem dera poder chegar
Todas as noites espero por ti
 Ansiosa para te namorar

Fico besta ao saber que também me admiras
Fico boba ao flertar contigo
Sem precisar esconder ou disfarçar

Ao som do violão me deixas
Sai de fininho, pra ninguém notar
Nem de mim se despedes



Lívia Otero - 26/6/10

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

#Raça

A #raça é forte
A #raça é intensa
A #raça é inteligente
Não deve a NINGUÉM

A gente se entende
A gente se assusta
Se conhece
Às vezes não se arrepende

Parece irmã?
Nem
Um clone talvez?

#raça hoje, amanhã e depois.
#raça sempre
E como diria você: é nui
 
 
(à uma amiga)
 
Lívia Otero - 4/8/10