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A Menina Triste

Esta é a história de uma menina Que chorou um rio e inundou o mundo E que parecia tão triste nas fotografias Mas absolutamente adorável quando sorria Ela achava que tinha um coração de pedra Por mais que tentasse ela não conseguia Entender o que nela repousava Lhe faltava um poudo de alegria Não gostava do que no espelho via Se sentia só, mesmo quando acompanhada Triste, sentia-se chateada Sua solidão transparecia E a alegria? Esta ficava guardada com o coração Onde lá também se mantinha Aquela, que um dia, chamou de alma Lívia Otero 16/5/07

Muito pra Pouco

Te amo mais do que você merece Te amo mais do que eu mereço Mais do que eu deveria Menos do que você mesma Me pego pensando em você Te imaginando como nunca te tive Será que algum dia serás minha? Não importa como, nem quando Passa pela minha mente muito mais palavras Não consigo organizar Os pensamentos já mudaram Muita coisa pra pouco coração Muito pra se dizer pra pouca coragem Muito pra se amar pra pouco ser Lívia Otero - 27/6/10

Gotas da alma

Ela se esvai pelos meus dedos Como o tempo que nunca tive ao seu lado Como a saudade daquilo que não vivi Sem ao menos saber distinguir o certo do errado Queria sentir, tocar, cheirar, amar... Beijar? Sim, isso também, assim como abraçar Poder ter, poder sentir, cheiras e amar A alma d'alguma que nunca vi Faz falta saber que não a tenho Faz doer aquilo que não sinto Dói saber que não tenho Sinto doer pela falta que me faz Ter e estar são coisas relativas Assim como poder e querer Queria poder ter aqui Lívia Otero  (11/2/10)

Quero te salvar

O que ha com a dor pra ter se instalado em tal ser? Castigo, sina ou apenas punição egocêntrica? Prefiro não revelar que o martírio é afrodisíaco Tesão, desejo, vontade de comer, de fuder Paixão, desejo, vontade de beijar, de amar Se completam por assim dizer Os dias são mais longos, as noites mais curtas Mas o tempo continua a se arrastar. Lívia Otero (1/3/10)