sábado, 25 de setembro de 2010

Saudade

Sinto a falta do teu cheiro inebriando meus pensamentos
Dos teus cabelos caindo em meus olhos
Do teu calor por baixo do cobertor
Da minha boca em tua boca


Teus olhos me fascinam, menina
Teu olhar me hipnotiza, me chama
Tua boca fala, sem mexer-se
Tuas pupilas dilatam quando me aproximo


Entendo, agora, o termo "feiticeira"
Que foi dado por um amigo à outrem
E quem não me permitia entender


Não até hoje, ontem
Me cativastes para sempre
Com o cheiro, olhar... E sabor






Lívia Otero - 25/9/10

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sex Feira - Compras

 Estávamos no shopping, tem coisa melhor do que passar o dia fazendo compras? Programa de mulher mesmo, passar a tarde com a amiga conversando potoca, fofocando sobre a vida alheia, muito bom. Acho que o shopping ficara pequeno pra nós duas, pouco tempo e muita loja. Mas ao menos conseguimos comprar umas coisas legais, eu estava atrás de uma lingerie nova, roxa, precisava de algo impactante. Ela queria de tudo um pouco, sapatos, blusas, calças, quase não sabia o que comprar. Quando terminamos ela foi pra minha casa, o carro dela estava quebrado e de qualquer forma o meu honda tinha a mala maior, com certeza não caberiam as compras no carro dela. Quando chegamos fomos logo pro quarto pra abrir todos os pacotes novamente, não tem nada melhor do que coisas novas, quanto mais roupa nova... O cheirinho é uma delícia. Ela havia comprado sapatos, um vestido preto, brincos não faltavam e uma calcinha peculiar, bem pequena, preta, daquelas que entram no bmbum com um triângulozinho em cima do bumbum. Ela me mostrava babando a nova aquisição. A tirinha era bem fina e de rendinha florida. A calcinha em si não era de renda, era de um tecido que lembrava um couro sintético, aqueles tecidos que ficam gelados.
- Vou provar! - Falou ela
- Ok - assenti rindo de tão nervosa que fiquei
Eu deitei na cama e fiquei olhando pro teto, imaginando como ficaria naquele bumbum perfeito que ela tinha. Aquele corpo moreno, com os cabelos compridos escorrendo pelas costas, quase que indicando o caminho daquela linda bundinha. Dava pra te ver perfeitamente na minha frente, de costas pra mim, se virando de ladinho pra ajeitar a calcinha e olhando de canto de olho em minha direção.
- Como ficou?
Você havia saído de supetão do banheiro e estava parada na minha frente só de calcinha e sutien olhando pra mim com um sorriso bobo e as mãos na cintura. Parecia a criatura mais inocente da face da terra.
- Haaan, errr - eu gaguejava e as palavras não saíam da minha boca
- Vai, fala, que tu achou??? - insistia ela se virando de costas me deixando mais abobada
- Ficou, ficou... Ficou boa - eu falei quase que engolindo seco.
De repente ela pára e vira pra mim com uma cara de malvada.
- Que foi? Ficou nervosa, foi? - perguntou ela com uma feição maliciosa - Não sabia que tinha ficado tão boa assim - falou se virando e vindo na minha direção.
- ÉÉÉÉÉ... Ficou sim - eu falei enquanto sentava e ia subindo na cama, ela anadava na minha direção, desfilando na minha frente.
Ela quase que me acoava na cabeceira, veio subindo, engatinhando pela cama com a bunda empinada, me comendo com os olhos, enquanto eu ia deslizando pra trás ainda assustada. Quando cheguei na cabeceria e não tinha mais como escapar ela pôs as mãos na parede, me deixando entre os braços esticados, formando uma trama pra que eu não escapasse. Nos entreolhamos. Ela foi se aproximando do meu rosto. Chegou bem perto. Dava pra sentir a respiração no meu rosto. Ela me olhou da cabeça aos seios e nos olhos novamente. De repente ela se afasta, como num susto.
- O que foi????? - perguntei sem acreditar que ela havia recuado
- Nada... Só que parece que você tem medo de mim - falou sem graça
- Medo?? Medo não! Só estou... Surpresa.
- Surpresa com o que? - indagou sem entender
- Não sei, é que... Não sei explicar, só que você é minha amiga! Só isso.
- E? - perguntou ela quase que revoltada
- Nada é que eu ... - ela me interrompeu e me tascou um beijo daqueles de parar qualquer coisa.
Ela me beijava deliciosamente, seus lábios eram macios, tenros, gostosos. Nossas linguas dançavam como num belo balé e o cheirinho da respiração dela era tão bom, era doce, quente, familiar, por assim dizer. Eu parei, ainda assustada com a atitude dela. Fiquei boquiaberta, olhando pra ela, engolindo seco.
- Você, tem certeza disso? - perguntei, ainda sem entender
- Sim, porque não teria? - falou ela como se fosse a coisa mais certa a fazer.
Ela retornou aos meus lábios, dessa vez dava leves mordiscadas e me olhava com cara de má, na verdade era mais pra menina sapeca que ia aprontar. Ela beijava meu pescoço, mesmo eu ainda estando paralisada, meio que boba com que eu sabia que iria acontecer. Ela lambia minha barriga, passeava pelo meu corpo me dando beijos e chupões e deslisava seus delicados dedos pelo meu corpo, me dava arrepios quando passava pelas costas e pela cintura. Tinha os dedinhos mais delicados que já haviam me tocado e estavam bem geladinhos, dava pra sentir meus braços se arrepiarem quando ela passava as mãos nos meus cabelos. Ela me agarrou pela nuca e puxou forte pra trás e começou a me dar um chupão daqueles no pescoço. Ela sugava com tanta força, parecia que queria deixar uma marca permanente, mais como uma assinatura, ou um aviso "aqui tem dona". Eu estava numa excitação que mal podia expressar, vontade de gritar, morder, berrar. Eu mordia os lábios todas as vezes que ela me dava um chupão, parecia que isso deixava ela com mais tesão e aparentava estar adorando... Ela se levantou em um pulo da cama e eu fiquei estuperfata com a atitude. Não demorou muito e ela me deu um puxão, me girou e me imprenssou na parede segurando meus pulsos lá no alto. Ela me beijava forte, deslizando seu corpo no meu, de cima para baixo. Quando desceu, ainda me segurando pelos pulsos, levantou minha blusa com os dentes e foi subindo lentamente, me encarando no caminho. Ela me soltou, mas apenas para tirar as mangas da camisa, mas quando me prendeu novamente, baixou meus braços e juntou os pulsos, ficando com uma das mãos livres. Começou a brincar nas minhas costas e logo chegou ao meu sutien, que tirou rapidamente, com apenas um toquinho. Eu senti meios seios deslizarem e tive uma ótima sensação de liberdade. Não demorou muito pra que ela os segurasse com sua mão morna, macia, tão suave. Adorava sentí-la me tocando, era gostoso o toque dela. As mãos encaixavam perfeitamente nos meus seios e ela sabia disso, gostava disso, pareciam ser feitos sob medida. Com a mão livre ela começou a tirar minha calça. Desabotoou o botão e saiu descendo o zíper lentamente, a vibração me deixou mais nervosa do que já estava... Eu estava tão quente que a calça desceu fácil pelas minhas pernas, deixando minha cintura livre do jeans pesado para ela acariciar. As mãos dela, o toque, era tão suave, tão macio, me arrepiava até os cabelos da nuca. Neste momento ela liberara minhas mãos e havia imprensado sua perna entre as minhas, me tocando com o joelho.
- Hummmm... – Disse ela
- ...
- Já está assim, é?
- Ah – Entendi do que ela estava falando nesse momento.
Acho que ela não sabia o efeito que me causava só de olhar pra mim. Ela me olhava, admirava na verdade, boquiaberta, com os dentes cerrados, cara de má. Eu ria por dentro, mas adorava quando ela se fazia de malvada. Eu não tinha muita reação, gostava que ela me usasse, fizesse o que queria. Ela enfiou suas pernas entre as minhas mais uma vez e as afastou, olhava para baixo e para meu rosto pra ver minhas reações enquanto me apalpava lá. Ela me empurrou mais na parede e saiu deslizando as mãos pelos meus seios e barriga, apalpando, apertando, sentindo cada centímetro do meu corpo. Começou a dar beijinhos nas minhas pernas, acariciando-as mais embaixo e dava chupões de leve, só para que eu sentisse o sugar. Subiu até a virilha e me segurou pela cintura. Caiu de boca cheia em mim e começou a me chupar. Senti um arrepio percorrer minhas costas assim que ela enfiou aquela linguinha deliciosa toda na minha bucetinha. Eu já estava tendo orgamos só com as carícias, quando ela começou a me chupar foi o apse. Sua lingua estava tão quente que estremeci a ponto de dobrar meus joelhos. Ela parou assustada, me olhou com cara de sapeca e voltou a se deleitar com meu melzinho. Se segurava nas minhas pernas e as alisava tão carinhosamente, suas mãos eram tão macias, delicadas. Eu ficava procurando algo para me segurar, quase não conseguia ficar de pé. Me contorcendo toda, passando as mãos nos cabelos dela, emranhando os fios entre meus dedos. Neste momento ela parou, subiu me encarando, me puxou pra perto dela me segurando pela cintura e olhou para a cama e me encarou de volta. Ela me deu um beijo daqueles e me jogou de supetão na cama. Pulou em cima de mim e foi diretamente ao meu pescoço dar aquele chupão. Eu já nem sabia se gemia, gritava ou ficava calada. Deitada sobre mim ela deslizou a mão pela minha cintura e começou a me tocar. Entrou tão facinho, dado o quão molhada eu já estava. Era tão gostoso sentir ela dentro de mim, me tomando como sua depois te tanto tempo. Ela ainda estava semi vestida, mas tirou rapidamente o sutien e encostou os seios dela nos meus. Como era gostoso sentir o corpo dela por sobre o meu. Estava em braza, quente como só ela poderia estar. Ao mesmo tempo que ela me tocava com seus dois dedinhos saborosos ela me apalpava com a palma da mão, massageando e me beijando de forma tão gostosa. Eu estava êxtase, mas conseguida não prender a respiração. Eu me contorcia, me levantava com as pernas, elevando a barriga, não conseguia ficar quieta, ela me deixava louca.
- Acho que você vai precisar trocar o lençol – falou ela do nada
- Han? – perguntei, ainda desnorteada, tentando entender o que ela tinha dito
- Você, ensopada, escorrendo, molhando o lençol... – repetiu ela, lambendo os lábios.
Ela então saiu descendo, deslizando pela minha barriga, dando beijinhos por onde passava. Como eram gostosos os beijos dela, davam um estalo molhado que me davam água na boca. Ela parou a pouco centímetros, olhou pra mim, enfiou o dedinho delicadamente e tirou. Olhou pra mim com cara de malvada e levou o dedo até minha boca, me fazendo me provar. Ela começou a brincar em minha boca com o dedinnho dela, enquanto me chupava, se deleitando com o resultado das carícias. Ela me lambia tão deliciosamente, mal podia abrir o olhos. Comecei a gritar e quase mordi seu dedo. Ela não parou de me chupar, mas percebeu e olhou pra mim, pondo o dedo em minha boca fazendo um gesto de silêncio. Eu estava prestes a gozar mais uma vez e ela pressentindo isso ficou louca. Meu Deus, como era gostosa a lingua dela, ela ficou agitada, se levantou, ficou de quatro e me chupava freneticamente, dava leves mordicadas e eu tinha que me conter pra n gritar, mas era tão bom, tão gostoso. Parecia que estava flutuando, não estava mais na cama. Comecei a me tremer e ela então enfiou os dedinhos dela em mim novamente e começou a me tocar bem rápido. Eu não conseguia me controlar, gritava “vai, vai, isso, isso” e ela ria, mordendo os lábios. Quando ela se aproximou da minha barriga e me deu beijos eu não consegui mais segurar. Ela sentiu que eu me calando, mas comecei a me tremer, tendo umas reações involuntárias. Ela tirou os dedinhos novamente e os levou a boca. Deitou do meu lado, se apoiando com o cotovelo e envolvendo os dedos na lingua, ao mesmo tempo que me encarava. Eu virei pra ela, ainda ofegante, exausta, mal conseguia manter os olhos abertos. Ela me puxou pra perto dela, como estava quente, foi quase um choque quando meu corpo tocou o dela. Percebi que ela me admirava, acariciava meus seios com o peito da mão e me olhava com cara de boba. Eu mal conseguia falar.
- Tire um cochilo linda – disse uma voz suave
Eu apenas acenei com a cabeça, estava tão mole depois dessa sessão deliciosa de prazer que ela havia me propocionado. Ela então se deitou ao meu lado e ficou acariciando minha barriga, meu rosto e meus cabelos, até que apaguei.