sábado, 2 de julho de 2011

Vida que Segue

Quem nunca pensou "eu devo ter sido muito filho(a) da puta em outra vida" ou "eu devo ter jogado chiclete na cruz"? Aposto que muita gente que passa por aqui já deve ter se perguntado isso ao menos uma vez na vida. Eu tenho me perguntado isso nos últimos 22 anos. Eu tô sempre lutando pra ser feliz, pra fazer quem eu amo feliz e toda vez que eu tô naquela vibe de conseguir isso, ou tô extremamente bem e feliz, vem algum infeliz e puxa meu tapete. Pense num olho gordo do capeta que me persegue. Eu nunca posso estar bem, feliz, sempre vai acontecer alguma coisa e meu mundo vai desabar. Daquela velha história "do céu ao inferno" em menos de 1 semana. Essa tem sido minha vida. Seja com realizações profissionais ou pessoais. Seja com a família ou com os amigos ou com relacionamentos.
Ultimamente eu tenho sentido isso com um peso maior, porque mudei, deixei de fazer loucuras, de aprontar (cada um sabe o que faz). Acho que isso era meu cano de escape. Quando me tornei essa pessoa "mais certinha", acabei fechando a minha válvula de pressão e estou surtando.
Quero me cortar, me bater, me jogar na frente de um carro, me machucar, beber e não saber o caminho de casa. Fumar, me tatuar, gritar, tomar banho nua num lago gelado nesse inverno de cortar. Andar em cima de um caminho de brasas, ir num show de rock e gritar, xingar alguém que me irritar, mandar um professor se fuder, quebrar algo grande e caro. Bater o carro, dar um tiro, dar um soco em uma janela ou espelho, chutar algo. Chegar no topo algum lugar bem alto e abrir os braços e sentir a brisa e gritar coisas sem sentido. Prender o fôlego até não aguentar mais, dirigir a mais de 150km/h. Sair sem destino e correr por horas numa estrada vazia. Sair sozinha à noite e "sentir o perigo" disso.
Eu simplesmente preciso... DE ADRENALINA, MUITA!
Eu estou a muito tempo em repouso e pra mim é quase uma sentença de morte, não estou mais me sentindo viva nem com sentido pra viver. É pior coisa que eu senti na minha vida toda. Mas não é culpa sua, nem sua. Jamais vai ser culpa de nenhum de vocês dois. A culpa é só e somente minha. Por me enganar, por me iludir, por pensar que se eu mudar, seria capaz de ser feliz. Ninguém consegue ser feliz sem ser você mesmo, esse é o maior fato de todos e eu acabei aprendendo isso da pior maneira possível. Comigo mesma.

Quem tiver meu celular, ótimo. Quem não tem, só vai conseguir me contatar por e-mail ou aqui, preciso de umas férias de mim.

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