quinta-feira, 26 de maio de 2011

Imensurável

Carência, desejo, saudade
Desse verde esmeralda
Que agora ha de me evitar
De fugir de mim


Me sinto como quem quer apertar água
Como quem quer mais ar do que os pulmões suportam
Como quem deseja um pincel quem pinte infinitamente
Ou um fôlego que não acabe jamais


Queria, quero, ser mais por vc
Quero engarrafar as gotas
Inspirar para sempre
Pintar o quadro infinito


Te amo mais que à mim
Te amo mais que você mesma
Te amo mais do que posso
Se tornando... Imensurável




Lívia Otero - 26.5.11 - 01:50

2 comentários:

Mário Filgueira disse...

O que acho mais legal no seu blog, é a frequencia das postagens, eu só posto quando realmente sinto algo lá de dentro mesmo!! xD Bem, eu vejo todos estes versos brancos com bons olhos, e tipo, o poema nem precisa possuir rimas, ele precisa tocar os olhos do leitor, e para quem sabe o que está procurando, quem consegue ver além das palavras, os seus possuem algo mais impactante do que a Divina Comédia de Dante, pois de nada adianta rimar, se você não consegue interpretar a a mensagem da forma com a qual ache agradável, e afinal, o importante mesmo, ao menos para mim, é que o leitor veja nas palavras, frases, textos, poemas, aquilo que ele quer encontrar.

Lívia disse...

Agradeço o elogio, é sempre bom receber isso de outros escritores, fica bem interessante receber comparações com outros autores e obras tão famosas =]