segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Razão, o Coração e a Felicidade

As noites estão mais curtas, os dias mais longos, meus sonhos mais embaralhados e sujos, enebliados, quase borrados. Até minha racionalidade está confusa, ela parece que está sem falar com o coração, mas eu não sei porquê. Logo ela que é tão sensata, não faz nada por impulso e sem pensar antes, porquê ha de brigar com o coração, que é tão passional e põe o amor e o carinho pela razão na frente de qualquer outra coisa? Achei que um iria compreender as atitudes do outro, ao que me parece, um só quer o bem alheio e vice versa. E, afinal, os dois sempre trabalharam pela mesma coisa, aquela menina sapeca que vive a brincar por ai e é só sorrisos com os dois. Ela é o motivo da harmonia entre o casal, é a filha do casal, na verdade. Uma tal de... Felicidade. Eu queria conseguir entender como pais tão zelosos e preocupados, acabam por não se entender e fazer a coitadinha fugir do lar. É de comum acordo que criar uma adolescente como a Felicidade é difícil, mas tenho certeza que os dois fazem o possível, sempre se moldando e aceitando decisões um do outro. A Felicidade é arredia, teimosa e não aceita nada fácil, difícil de agradar, sem falar que ao menor desentendimento, foge do lar. Apesar de ser novinha, ela é decidida e sabe o que quer, o que precisa pra crescer. Se veste e come o que bem entende e se é contrariada, vai embora. Deve haver um acordo dos pais, para que ela se sinta segura e em casa fique, não para sempre, uma hora ela acha seu rumo, mas ao menos por um tempo, suficiente para manter uma harmonia.


Lívia Otero - 2.5.2011

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