sexta-feira, 12 de março de 2010

Dedos da face

Minhas mãos gotejam sentimentos
Meu rosto exala sensações
Corro em direção ao nada
Atravesso paredes vazias

Anseio o desejo inalcansável
Me deleito com os prazeres não mundanos
Me satisfaço com as vontades que não posso ter
Sinto aquilo que nunca toquei

As palavras pulam dos neurônios
Chegam mais rápido que minha consciência
Depois disso não quero evitar
Pensamentos expostos não quistos

Perdi sem nunca ter
Queria sem poder
Terei sem poder querer



Lívia Otero (14/2/10)

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